quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Comunicado MCATA: Irresponsável a pretensão de alguns deputados de legalizar a sorte de varas nos Açores
Irresponsável a pretensão de alguns deputados de legalizar a sorte de varas nos Açores
Para o Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA) constitui uma surpreendente irresponsabilidade política a pretensão de alguns deputados da ilha Terceira ao pretenderem trazer, uma vez mais, para o debate parlamentar regional a legalização da sorte de varas (dissimulada ou não na actualização do regulamento tauromáquico), que consiste numa sangrenta prática de tortura animal proibida em todo o território português e já rejeitada nos Açores.
Num momento de graves constrangimentos económicos para a ilha Terceira, como consequência dos despedimentos da base das Lajes, que vêm somar-se aos já suficientemente graves efeitos do empobrecimento generalizado da sociedade portuguesa dos últimos anos, parece que para estes deputados a prioridade resume-se na legalização de uma nova forma de torturar os animais, apenas para satisfação de ideias retrógradas duma pequena minoria de terceirenses que envergonha o conjunto dos cidadãos açorianos.
É surpreendente também que num momento de grave crise económica para a Terceira, estes deputados nada tenham a propor para além da promoção duma atividade esbanjadora de dinheiros públicos como são as touradas. O governo regional e autarquias esbanjam cada ano nesta prática perto de 580 mil euros de dinheiros públicos, que saem do bolso de todos os contribuintes açorianos, através de apoios e subsídios directos ou indirectos à tauromaquia.
Assim, num momento em que se pede para a ilha Terceira a solidariedade de todos os açorianos e de todas as ilhas, todas elas com os seus próprios problemas sociais e económicos, e em que o governo regional pretende canalizar importantes quantidades de dinheiro para a revitalização económica da Terceira, a atitude dos mencionados deputados só pode ser considerada leviana na medida em que a introdução da sorte de varas, uma prática anacrónica rejeitada pela maioria dos açorianos e condenada em quase todo o mundo, para além de incrementar o esbanjamento de dinheiros públicos só poderá contribuir para a má imagem da região junto dos potenciais visitantes.
Num momento que em Portugal já é considerado delito, condenado penalmente, torturar animais (infelizmente com uma absurda excepção para os touros), num momento em que a prática da tauromaquia é abolida em todo o mundo civilizado, estes deputados da Terceira, em pleno século XXI, só pensam legalizar uma prática que leva a um maior derramamento de sangue e que eleva a tortura infligida a uns animais inocentes. Levados pela sua irresponsabilidade, o seu único interesse parece ser denegrir a imagem dos Açores como destino turístico e envergonhar e denegrir todos os açorianos como seres civilizados.
A região não é pertença de um pequeno grupo de interessados economicamente nesta prática, e por isso, é um assunto que diz respeito a todos açorianos que insistem em não querer os Açores salpicados de sangue.
Comunicado do
Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)
29/01/2015
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Touradas à corda finalmente proibidas na França
Nos Açores, pelo contrário, as touradas à corda recebem cada vez mais dinheiro público.
http://www.planeteanimaux.com/sujet/2015/01/08/fin-du-taureau-a-la-corde-en-france/
C’est une belle victoire obtenue ce jour par trois associations de protection animale, qui ont réussi à mettre fin à une « tradition vieille de 150 ans » dans le Sud de la France.
L’Alliance anti-corrida, l’OABA (oeuvre d’assistance aux bêtes d’abattoirs) et la SPA du Pays d’Arles (refuge indépendant, qui ne dépend pas de la SPA dite « de Paris ») viennent d’annoncer ce jeudi avoir réussi à mettre fin à la tenue du « taureau à la corde » (appelé également « encierro à l’Eyraguaise »), après un « combat de 12 ans ».
La prochaine édition de cette joute taurine (qui consiste à attacher un taureau avec une corde, par les cornes, et le faire courir dans les rues de la ville) devait se tenir le 15 janvier 2015 dans les rues du petit village provençal d’Eyragues. Mais, après avoir été saisit par les associations citées plus haut, le Tribunal de Grande Instance de Tarascon a rendu son verdict ce jour : le « taureau à la corde » sera désormais interdit dans la commune, qui était la dernière en France à pratiquer cette « festivité ».
http://www.planeteanimaux.com/sujet/2015/01/08/fin-du-taureau-a-la-corde-en-france/
C’est une belle victoire obtenue ce jour par trois associations de protection animale, qui ont réussi à mettre fin à une « tradition vieille de 150 ans » dans le Sud de la France.
L’Alliance anti-corrida, l’OABA (oeuvre d’assistance aux bêtes d’abattoirs) et la SPA du Pays d’Arles (refuge indépendant, qui ne dépend pas de la SPA dite « de Paris ») viennent d’annoncer ce jeudi avoir réussi à mettre fin à la tenue du « taureau à la corde » (appelé également « encierro à l’Eyraguaise »), après un « combat de 12 ans ».
La prochaine édition de cette joute taurine (qui consiste à attacher un taureau avec une corde, par les cornes, et le faire courir dans les rues de la ville) devait se tenir le 15 janvier 2015 dans les rues du petit village provençal d’Eyragues. Mais, après avoir été saisit par les associations citées plus haut, le Tribunal de Grande Instance de Tarascon a rendu son verdict ce jour : le « taureau à la corde » sera désormais interdit dans la commune, qui était la dernière en France à pratiquer cette « festivité ».
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Comunicado MCATA: Cidadãos protestam pela realização de touradas no concelho da Ribeira Grande
Cidadãos protestam pela realização de touradas no concelho da Ribeira Grande
Mil cento e quarenta e duas (1142) pessoas assinaram a petição enviada esta semana ao presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, protestando pela recente realização de diversas touradas no município.
Os subscritores da petição pedem taxativamente ao Presidente da Câmara Municipal, Dr. Alexandre Gaudêncio, que cumpra a deliberação aprovada na Assembleia Municipal de impedir o licenciamento de touradas no concelho.
No texto da petição, os peticionários manifestam a sua indignação pela importação para este concelho do norte da ilha de São Miguel de um espectáculo que nem faz parte da tradição concelhia, considerando ainda que as touradas são um espectáculo retrógrado, envolvendo maltrato e tortura de animais, que está a ser banido de todos os países do mundo onde ainda se realizam, não podendo ficar o concelho da Ribeira Grande à margem da modernidade, e muito menos introduzir agora estes costumes anacrónicos.
Os assinantes também manifestam a sua preocupação pelo facto de este tipo de espectáculos violentos produzirem frequentemente numerosos feridos, ou até mortos, nas localidades onde se realizam. É de lembrar que na Terceira e nas outras ilhas as touradas à corda serem responsáveis, cada ano, em média, por uma pessoa morta e por mais de 300 feridos.
Os cidadãos apelam, assim, ao presidente da Câmara Municipal para que o concelho se converta num referente no respeito pelo cuidado e bem-estar dos animais, no apego aos valores naturais e no desenvolvimento do turismo de natureza, actividades incompatíveis com a introdução da prática das touradas, caracterizadas por insensibilizar e deseducar as pessoas sobre a violência exercida sobre os animais.
Para além do exposto, é lamentável que estas touradas se tenham realizado em bairros ou locais do concelho da Ribeira Grande onde existem e são patentes graves problemas sociais, parecendo que existe uma estratégia, por parte de alguns responsáveis, de criar uma “cultura para pobres” onde o álcool e o maltrato de animais são os protagonistas, condenando estas pessoas a uma maior degradação cultural, muito longe da obrigação democrática de qualquer entidade oficial de elevar o nível cultural dos cidadãos.
O texto da petição pode ser visto em:
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=anti-tourada
Comunicado do
Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)
12/12/2014
sábado, 22 de novembro de 2014
Mais 8.686 euros para a tauromafia
Segundo o Secretário Regional de Agricultura a tauromaquia "faz parte integrante do património e da cultura popular nos Açores". Não é cultura, mas serve para aumentar, e muito, o património dos tauromafiosos da Terceira.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Escreva à deputada Sofia Ribeiro
Envie à Deputada Europeia dos Açores, Sofia Ribeiro, o texto abaixo ou outro de sua autoria a mostrar o seu desapontamento por ela ter votado pela continuação do apoio à tauromaquia e a solicitar que reveja a sua posição.
sofia.ribeiro@europarl.europa.eu
Exma Senhora Deputada
No passado dia 22 de Outubro foi votada no Parlamento Europeu uma proposta do eurodeputado holandês Bas Eickhout para que os subsídios concedidos pela União Europeia no âmbito da Política Agrícola Comum deixassem de poder ser utilizados na criação de touros para a tauromaquia.
Conhecendo o passado sindicalista de V. Exª, que durante alguns anos lutou por uma vida mais digna para a classe docente, lamentamos que tenha votado para que fundos que podiam ser usados na produção de bens alimentares ou no apoio a projetos caráter social ou cultural continuem a ser usados para a tortura de animais.
Embora com a sua ação tenha prestado um péssimo serviço a todos os portugueses e desiludido muitos dos seus eleitores, vimos apelar a que reflita sobre o assunto e que numa próxima oportunidade reconsidere a sua posição e vote em prol dos verdadeiros interesses do país e dos direitos dos animais.
Com os melhores cumprimentos
(Nome)
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