quinta-feira, 12 de maio de 2016
Escreva contra tourada promovida por hospital público
Por favor, mostre a sua indignação e peça ao Governo Regional que repudie a realização de uma tourada supostamente para angariação de fundos para um hospital público.
Contactos:
Para:
presidencia@azores.gov.pt, sres@azores.gov.pt,
CC:
sres-drs@azores.gov.pt, sres-hseit@azores.gov.pt, hseit.adm.secretariado@azores.gov.pt, deputados@alra.pt, acoresmelhores@gmail.com,
Exmo. Senhor
Presidente do Governo Regional dos Açores
Exmo. Senhor
Secretário Regional da Saúde
A Tertúlia Tauromáquica Terceirense e o Núcleo dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro anunciaram a realização de uma tourada de praça “de beneficência” para o próximo dia 29 de Maio que foi, muito bem, repudiada pela Direção Nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
No entanto, depois da recusa desta organização, a verdadeira organizadora da tourada, a Tertúlia Tauromáquica Terceirense, não desiste dela e como forma de lavar a imagem das sangrentas e cada vez mais repudiadas touradas alteram o beneficiário, que passa a ser o Hospital de Angra do Heroísmo, nomeadamente o seu Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular.
Considerando que é um insulto ao sentir generalizado da maioria dos açorianos e de todas as pessoas que, em todo o mundo, respeitam todos os seres vivos, associar a tortura de animais a fins e propósitos nobres de beneficência,
Considerando que é uma gravíssima afronta a todos os açorianos que um hospital do Serviço Regional de Saúde e, por extensão, o Governo Regional dos Açores e a própria Região, figurem publicamente como promotores de uma tourada,
Tendo em conta que é possível a angariação de fundos através de práticas pacíficas e consensuais, que não envolvem sofrimento de animais para divertimento de pessoas pouco sensíveis,
Pedimos ao Secretário Regional da Saúde, Sr. Luís Mendes Cabral, e ao Presidente do Governo Regional dos Açores, Sr. Vasco Alves Cordeiro, que repudiem, da mesma forma como já fez a Liga Portuguesa Contra o Cancro, a realização desta tourada e não permitam que a Região Autónoma dos Açores, ou um qualquer dos seus serviços públicos, figure como promotora de um espectáculo de tortura animal.
Com os melhores cumprimentos
(Nome)
domingo, 8 de maio de 2016
Obrigado à Liga Portuguesa Contra o Cancro
"Como cidadã e como sobrevivente de cancro", é "uma afronta submeter os animais a um terrível sofrimento em prol de uma sempre necessária obtenção de receitas!""
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Anulada a tourada organizada pelo Núcleo Regional da LPCC
A Direcção Nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro anulou a decisão do seu Núcleo Regional dos Açores de organizar uma tourada.
Parabéns a uma instituição que se rege pelos princípios da ética e do compromisso e que não se deixa submeter aos interesses da indústria tauromáquica, que possui tentáculos em várias organizações.
Por favor, escrevam à Direcção Nacional para agradecer a anulação deste atentado contra os animais e contra as pessoas (info@ligacontracancro.pt).
RESPOSTA DA LPCC:
Exmo. Senhores,
Os meus melhores cumprimentos.
Venho informar que a Direcção da Liga Portuguesa Contra o Cancro é absolutamente contra a realização de Touradas ou de espetáculos semelhantes e, que, de imediato, providenciamos no sentido da anulação do espetáculo programado pelo Núcleo Regional dos Açores.
Apresentamos as nossas desculpas por tão insólita organização que só por descuido, desatenção e inexperiência foi anunciado,
Com a certeza que não pactuamos com este tipo de espetáculo, reiteramos os melhores cumprimentos.
Dr. Vítor Veloso
Presidente Nacional
Liga Portuguesa Contra o Cancro
terça-feira, 3 de maio de 2016
Comunicado MCATA: O MCATA repudia a realização de uma tourada organizada pelo núcleo dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro
O MCATA repudia a realização de uma tourada organizada pelo núcleo dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro
No próximo dia 29 de maio está prevista realização de uma tourada de praça na ilha Terceira, por iniciativa do Núcleo dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro que conta com a colaboração da Tertúlia Tauromáquica Terceirense com o objectivo da angariação de fundos destinados à criação de uma bolsa de investigação em oncologia.
O Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA) nada tem a objectar em relação à criação da bolsa, mas rejeita o recurso a um espectáculo violento onde são torturados animais como meio de angariação de fundos. Com efeito, os fins pretendidos não justificam os meios, quando são inúmeros os processos que podiam ser utilizados para tal fim, bastando um pouco de criatividade e bom senso por parte da direcção do Núcleo dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
O MCATA apela à Direcção Nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro para que não permita que uma direcção regional constituída maioritariamente por adeptos de uma prática sádica e violenta manche o bom nome de uma organização e apela a todas as pessoas para que se manifestem pelos meios que melhor entenderem, mostrando que as touradas são práticas obsoletas em pleno século XXI.
Comunicado do
Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)
http://iniciativa-de-cidadaos.blogspot.pt/
03/05/2016
Fonte: https://youtu.be/4SxIQGHtyi8
sexta-feira, 22 de abril de 2016
BE contra os apoios públicos às touradas
BE quer impedir apoios públicos a espetáculos que impliquem o sofrimento de animais
O Bloco de Esquerda apresentou hoje uma proposta para proibir a atribuição de apoios públicos a espetáculos com fins comerciais que impliquem o sofrimento ou a morte de animais, como touradas de praça ou circo.
“Numa altura em que escasseiam meios públicos para reanimar a economia e criar emprego, e quando falta apoio público para promover atividades culturais, não se pode admitir que se esbanje dinheiro público num espetáculo tão dispendioso como é a tourada de praça, por exemplo”, disse hoje o coordenador do Bloco de Esquerda, Paulo Mendes, em conferência de imprensa.
Em causa estão apenas os apoios do Governo Regional, uma vez que o parlamento dos Açores não tem competência sobre as autarquias, e são abrangidos apenas os espetáulos com fins comerciais – para o qual é cobrado um bilhete.
Paulo Mendes salienta que esta iniciativa é o cumprimento de um compromisso eleitoral do BE, e que está de acordo com a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, da UNESCO, que determina que “nenhum animal será submetido a maus tratos e atos cruéis”.
“Quem quiser organizar espetáculos que impliquem o sofrimento físico ou psíquico de animais não pode contar com o apoio público para isso!”, disse o coordenador do BE.
Fonte: http://acores.bloco.org/noticias/be-quer-impedir-apoios-publicos-espetaculos-que-impliquem-o-sofrimento-de-animais/2304.
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Projecto de Decreto Legislativo Regional: http://base.alra.pt:82/iniciativas/iniciativas/XEPjDLR064.pdf
terça-feira, 12 de abril de 2016
Câmara de Angra oferece mais duzentos mil euros aos tauromafiosos
Dinheiros públicos usados na construção da Praça de Touros de Angra do Heroísmo
Em 1983, começou a construção da atual praça de touros da ilha Terceira, cujo projeto foi da autoria do Eng.º Fernando Ávila e a primeira fase foi adjudicada por 25 mil contos à firma Matos & Santos.
No ano seguinte, em 1984, o centro de tortura de Angra do Heroísmo, foi inaugurado no dia 21 de junho, tendo assistido à cerimónia pessoas sem coração, como o ministro da República, general Conceição e Silva; o presidente do Governo Regional dos Açores, Dr. Mota Amaral e Manuel de Sousa Mancebo, o maior acionista da Praça, emigrante nos Estados Unidos.
Com a “mania” das grandezas, os promotores fizeram uma praça maior do que a do Campo Pequeno, mais dois metros de diâmetro, com 28 camarotes e com uma lotação de 5.028 lugares, destes 4720 destinam-se a venda e 308 destinados às autoridades. Mas a cereja no topo do bolo ou o cúmulo da hipocrisia está na presença de uma capela que tinha como orago Nossa Senhora do Pilar.
A praça da tortura era (é) pertença da Sociedade Tauromáquica Progresso Angrense- promotora de espetáculos taurinos, SARL, sendo a Tertúlia Tauromáquica Terceirense um dos sócios fundadores.
De acordo com o historiador Pedro de Merelim, “o redondel custou 50 milhões de escudos. O Executivo Regional comparticipou com 17.500 contos e o industrial Manuel de Sousa Mancebo, radicado em Tulare desde 1922, comprou ações no valor de 16.500.000$” e como se não bastasse o dinheiro de todos nós dado pelo governo “a Camara Municipal, por si, cedeu o terreno necessário a construção”.
De acordo com a ata nº 5/2015, da Reunião da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, realizada no dia 6 de março de 2015, ficou decidido, por unanimidade, “Doar à Sociedade Progresso Tauromáquica Terceirense, com o NIPC 512009481 e sede na Avenida Jácome de Bruges, o direito de propriedade plena relativamente ao prédio onde se encontra edificada a Praça de Toiros da Ilha Terceira, correspondente ao lote n.º 1, inscrito na matriz sob o artigo 1381 provisório, sito na Avenida Jácome de Bruges, referente ao loteamento titulado pela Certidão emitida pelos serviços municipais, no dia 1 de outubro de 2014, atribuindo para efeitos do mesmo contrato o valor de € 200.000,00 (duzentos mil euros).
Para além da deliberação anterior a Câmara “exige” que o fim principal seja a tortura de animais, como se poderá ver pelo ponto dois da referida deliberação: “ Incluir no contrato de doação uma cláusula que limite o fim de utilização do mesmo lote à manutenção e funcionamento em pleno da Praça de Toiros da Ilha Terceira para o exercício de atividades taurinas, sem prejuízo de outras atividades que visem a respetiva sustentabilidade económico financeira, sob pena da respetiva resolução caso se verifique o incumprimento desta obrigação, tendo por consequência a reversão do prédio objeto de doação para a esfera jurídica do Município, nos termos do artigo 960.º do Código Civil”.
José Ormonde
5 de abril de 2016
sábado, 2 de abril de 2016
Apontamentos sobre a tauromaquia em São Jorge
Apontamentos sobre a tauromaquia em São Jorge
Como é sabido a Ilha Terceira tem sido ao longo dos tempos o bastião da vil prática de torturar bovinos e o centro irradiador da tauromaquia para outras ilhas do arquipélago, com destaque para as ilhas da Graciosa e São Jorge.
De acordo com o historiador Pedro de Merelim, a primeira tourada à corda, em São Jorge, realizou-se a 7 de setembro de 1934, durante as festas de São Mateus da Calheta. Segundo o autor citado: “Os rapazes de S. Jorge apesar de a tal, não estarem habituados, demonstraram arrojo e entusiasmo. José Veríssimo, o Prosa, natural da ilha Terceira, dirigiu a corrida. Gente das freguesias circunvizinhas acorreu, dando ao acontecimento esfusiante alegria. Outras touradas a corda se perspetivaram, para a mesma vila e freguesia da Urzelina”.
Com touros vindos da ilha Terceira, em São Jorge começou a prática de desrespeitar animais, de assocair as touradas às festas religiosas, sem que a igreja se manifestasse contra aquela prática viciante e que, inclusive, desvia dinheiro dos paroquianos que poderiam reverter para a própria paróquia para os bolsos dos ganadeiros.
Depois da introdução da chamada tauromaquia popular, a indústria tauromáquica, que é insaciável em sangue e em dinheiro sem esforço, partiu para a introdução das touradas mais sangrentas para os animais, as de praça. Assim, de acordo com o autor citado, em 1948, “Alfredo Ovelha deslocou-se a S. Jorge, onde foi estudar, sem êxito, a possibilidade de realizar naquela ilha uma tourada de praça.”
Mais tarde, em 2005, o Governo Regional dos Açores, presidido por Carlos César, deu uma ajudinha à prática da tortura, através da “cedência, a título definitivo e oneroso, à Tertúlia Tauromáquica Jorgense – Amigos da Festa Brava Jorgense, de dois prédios rústicos sitos ao Pico da Caldeira de São Jorge, freguesia e concelho de Velas, inscritos na matriz predial rústica sob os artigos 2432.º e 1458.º e descritos na competente Conservatória do Registo Predial, respetivamente sob os n.ºs 804 e 608/Velas, ao abrigo do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 97/70, de 13 de Março, conjugado com o n.º 3 do artigo 5.º do Decreto Legislativo Regional n.º 3/2004/A, de 28 de Janeiro”
De acordo com a Resolução do Conselho do Governo n.º 74/2005 de 19 de Maio de 2005, os terrenos que custaram a quantia irrisória de 6 000 euros e destinavam-se à” construção de uma Escola de Equitação e parque de estacionamento de apoio à Praça de Touros”. Ainda de acordo com a mesma resolução “, os terrenos ora cedidos regressam ao património da Região Autónoma dos Açores se lhes for dado fim diferente do assinalado ou em caso de incumprimento das condições da cedência”.
A justificação para a cedência dos terrenos é uma autêntica afronta a todas as pessoas que têm e usam o cérebro para pensar. Com efeito, entre as diversas cabeças existentes no Governo Regional dos Açores de então, ninguém viu que era um disparate o seguinte:
“Considerando que a Câmara Municipal das Velas classifica a Tertúlia Tauromáquica Jorgense como uma instituição de grande valor no concelho, quer do ponto de vista turístico quer cultural, e que a construção de uma Escola de Equitação se apresenta como um projeto de grande importância.”
Quando é que uma instituição que fomenta os maus tratos a animais tem valor cultural? Que turistas vão a São Jorge para assistir à tortura de um animal numa praça de touros? Onde anda a Escola de Equitação? Porque não exige o Governo a devolução dos terrenos ao património da região?
O ano de 2014 foi um ano negro para São Jorge, que se traduziu na morte, perfeitamente evitável, do senhor Horácio Borges numa tourada à corda e num número de feridos que nunca entra nas estatísticas porque há hospitais e centros de saúde e corporações de bombeiros que os escondem.
Foi, também, em 2014 que, depois de um interregno, regressaram as touradas de praça, com o ferimento de pelo menos um forcado. Para além do referido, regista-se a falta de vergonha por parte da Tertúlia Tauromáquica Jorgense que pediu o apoio no valor de 35 000 (trinta e cinco mil euros) para a realização de uma tourada de praça no âmbito da Semana Cultural (?) das Velas. Vergonhosa foi, também, a ação da Câmara Municipal das Velas que atribuiu 3500 € à referida Tertúlia contra a cedência de 50 bilhetes para a tourada a distribuir por Instituições de Solidariedade Social do Concelho.
José Ormonde
2 de abril de 2016
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