terça-feira, 9 de junho de 2020

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Câmara de Angra: 19 mil euros para touradas



O DINHEIRO VAI PARA... AS TOURADAS!
Câmara de Angra apoia touradas com 19 mil euros

A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo pretende contratualizar com a Associação Regional de Criadores de Toiros de Tourada à Corda a transferência de 19 mil euros, destinados à realização, provavelmente no próximo ano, de uma tourada em cada uma das 19 freguesias do concelho.

O presidente do município, Álamo Meneses, adiantou ao DI que em causa está sobretudo uma medida de apoio aos ganadeiros, afetados pela paralisação imposta pelo novo coronavírus. “Os ganadeiros tem o gado no mato e têm de tratar dele todo o ano, foi uma forma de lhes fazer chegar algum dinheiro”, resumiu. Álamo Meneses reforçou que a medida se insere na linha que tem sido seguida pela autarquia, de apoio a setores importantes para a ilha. “Tentamos manter a nossa vida o mais direita possível”, explicou.


Fonte:
Diário Insular, 29/05/2020


Câmara da Praia: 11 mil euros para touradas



O DINHEIRO VAI PARA... AS TOURADAS!
Câmara da Praia apoia touradas com 11 mil euros

A Câmara Municipal da Praia da Vitória (CMPV), deliberou, por unanimidade, na reunião ordinária do passado dia 04 de maio, conceder um apoio financeiro no valor de 10.880 euros, à Associação Regional dos Criadores de Touros das Touradas à Corda (ARCTTC), mediante celebração de um contrato programa, destinado a mitigar os prejuízos provocados pelo cancelamento de diversas touradas à corda no concelho devido à pandemia COVID-19.

A proposta, submetida pelo presidente da edilidade, Tibério Dinis, na sequência de um pedido da ARCTTC, que manifestou-se preocupada com a subsistência das ganadarias face ao atual contexto pandémico, prevê a transferência, em valor equivalente, da verba orçamentada para as festas tradicionais do concelho. No entanto, ressalvou Tibério Dinis, caso se venha a realizar festas em junho, ou em julho, ou a partir dessa data, as mesmas não deixarão de ser apoiadas, pois ainda constam outros cinquenta por cento no âmbito do regulamento municipal de apoio às festas.

Os 10.880 euros atribuídos à ARCTTC serão depois distribuídos pelas ganadarias de acordo com o número de touradas realizadas pelas mesmas no concelho da Praia da Vitória na época taurina anterior. A ARCTTC foi fundada a 02 de junho de 2000 e conta atualmente com 15 ganadarias associadas, oriundas de três ilhas do grupo Central: Terceira: Francisco Sousa; Rego Botelho; Casa Agrícola José Albino Fernandes; Herdeiros de Ezequiel Rodrigues; Eliseu Gomes; Herdeiros de Humberto Filipe; Manuel João Rocha; João Gaspar; António Lúcio Ferreira; Francisco Pereira; Genoveva Tristão. São Jorge: Álvaro Amarante, Gabriel Azevedo; Paulo Teixeira. Graciosa: Manuel Silva.


Fonte:
https://praiaexpresso.com


domingo, 3 de maio de 2020

Mesmo sem touradas, há dinheiro público para touradas



Mesmo sem touradas, há dinheiro público para touradas!

Em plena crise económica devida à pandemia da Covid-19, o dinheiro público continua a jorrar para as touradas. E mesmo sem haver touradas!

“As duas autarquias da ilha Terceira decidiram atribuir apoios financeiros aos ganadeiros. Na Praia da Vitória será concedido o montante reservado para apoiar as comissões de festas com a realização de touradas, enquanto em Angra do Heroísmo o município vai adquirir um conjunto de touradas que serão realizadas nas diferentes freguesias do concelho, quando a pandemia o permitir.”

Fonte: Açoriano Oriental,
3 de Maio de 2020



domingo, 19 de abril de 2020

Meio milhão de euros cada ano para touradas na ilha Terceira



Meio milhão de euros cada ano para touradas na ilha Terceira

Na ilha Terceira, cada ano são gastos em touradas à corda entre 201.600 e 672.000 euros.

Segundo o Diário Insular (18/04/2020), em 2019, realizam-se 224 touradas à corda na Terceira. E a organização de uma tourada à corda implica “um investimento por parte dos promotores que pode representar um encargo entre os 900 e os três mil euros, ou mais”.

Felizmente para touros e pessoas, devido à Covid-19 muitas das touradas programadas para este ano serão canceladas.



quinta-feira, 9 de abril de 2020

Haverá touradas, nos Açores, em 2020?


Haverá touradas, nos Açores, em 2020?

Em todo o mundo têm sido canceladas touradas devido à pandemia do novo coronavírus. Em Espanha, todas as touradas previstas para os meses de março, abril e maio, foram suspensas por tempo indeterminado.

Na Terceira, as duas Câmaras Municipais não estão a licenciar touradas à corda e as Sanjoaninas foram canceladas, em reunião realizada a 27 de março de 2020, subentendendo-se que também foram cancelas as touradas associadas àquelas festividades.

Um pretenso festival tauromáquico de apoio a obras em igrejas da Terceira, previsto para 23 de maio, foi adiado.

Conhecendo bem o espírito dos adeptos da tortura animal, sabemos que tudo farão para matar o vício e à primeira oportunidade irão promover o máximo de touradas que puderem.

Será que, em 2020, haverá touradas na ilha Terceira? Será que, no passado, já houve algum ano em que não se realizaram touradas naquela ilha?

Se não vamos fazer futurologia, portanto nada vamos dizer sobre o que acontecerá este ano, sobre o passado, com recurso à Tauromaquia Terceirense, de Pedro de Merelim, relataremos o que aconteceu.

Com a implantação da República não houve qualquer alteração em relação às touradas, tanto a nível nacional como na ilha Terceira. Com efeito o projeto de Boto Machado apresentado na Constituinte para acabar com as touradas, não foi bem-sucedido.

Apesar da proibição das touradas à corda pelo General António Augusto de Oliveira Guimarães, em 1916, em plena Guerra Mundial, a deliberação foi revogada dois meses depois e naquele ano continuou a haver touradas, primeiro só aos domingos para não prejudicar os dias de trabalho.

Com o derrube da ditadura do Estado Novo, apenas houve uma tentativa de redução das touradas à corda, através de um edital do Dr. Oldemiro de Figueiredo, onde este estabeleceu que para evitar exageros, para além das 80 touradas tradicionais, só concedia licenças aos sábados, domingos e feriados.

Nem o sismo de 1 de janeiro de 1980 fez com que não houvesse touradas na Terceira. No que diz respeito às touradas à corda e apesar do apelo de alguns à moderação e para que a ociosidade fosse evitada, realizaram-se 90 touradas, 45 no concelho da Praia da Vitória e 45 no de Angra do Heroísmo.

Face ao exposto, se a situação se alterar um pouco, acreditamos que, acima das preocupações com a saúde pública, acima do respeito pelos direitos dos animais, acima do direito das crianças terem uma educação respeitadora de todos os seres vivos, vão prevalecer os interesses da indústria tauromáquica, com a cumplicidade de governos, autarcas e dos responsáveis pela diocese de Angra do Heroísmo.

Oxalá estejamos enganados.

José da Agualva
Açores, 5 de abril de 2020





terça-feira, 24 de março de 2020

Envie uma mensagem ao bispo de Angra do Heroísmo




Copie o texto abaixo, ou outro da sua autoria, e envie ao Bispo da Diocese de Angra:

Endereço:
domjoaolavrador@diocesedeangra.pt
CC:
matportugal@gmail.com, agencialusa@lusa.pt



Carta a Dom João Evangelista Pimentel Lavrador, Bispo Residencial da Diocese de Angra

Sua Excelência Reverendíssima

Vimos roubar-lhe algum do seu precioso tempo para lhe dar a conhecer, se ainda não está a par, as seguintes situações que merecem a nossa repulsa e indignação.

1- A presença de forcados, devidamente identificados pela sua indumentária, em procissão no dia 8 de março, em Angra do Heroísmo, alguns a transportar o andor da imagem de nosso Senhor dos Passos.

2- A realização de um festival taurino, previsto para o próximo dia 23 de maio, de apoio a obras das igrejas das Lajes e da Agualva.

Ao longo dos tempos são inúmeras as declarações de membros da Igreja Católica a condenar espetáculos tauromáquicos e outros onde são maltratados animais. A título de exemplo, referimos que o Secretário do Vaticano, Bispo Pietro Gasparri, em 1923, disse: “Embora a barbárie humana ainda persista nas corridas de touros, a Igreja continua condenando em voz alta estes sangrentos e vergonhosos espetáculos, como o fez Sua Santidade o Papa Pio V”. Mais recentemente, na sua encíclica Laudato Si o Papa Francisco escreveu: “sujeitar os animais ao sofrimento e à morte desnecessária não é digno de um ser humano”.

Face ao exposto, vimos manifestar o nosso desagrado e repúdio pela presença de forcados em procissão que, devidamente identificados, estavam a fazer propaganda de uma atividade condenável e não a manifestar a sua fé, e também pela realização de um espetáculo de tortura de touros para supostamente apoiar obras em igrejas.

Vimos, igualmente, apelar a Sua Excelência Reverendíssima para que não permita, de futuro, a presença de forcados identificados em procissões e não autorize que paróquias aceitem recolher fundos através de touradas ou outros espetáculos onde animais são torturados.

(Nome)