quinta-feira, 19 de julho de 2012

Carta enviada às autoridades sobre Ilegalidade nas Touradas das Sanjoaninas









Exmo. Sr. Diretor Regional da Cultura,


Atendendo às numerosas informações existentes de que crianças de menos de 6 anos assistem frequentemente a espectáculos tauromáquicos na Praça de Touros da Ilha Terceira;

Atendendo a que no âmbito das recentes festas Sanjoaninas de 2012, realizadas em Angra do Heroísmo, foram publicadas numerosas imagens (ver anexo) onde é notória a presença de crianças menores de 6 anos nas três corridas de touros realizadas nos dias 24, 25 e 26 de Junho na Praça de Touros da Ilha Terceira;

Atendendo a que também no âmbito das referidas festas Sanjoaninas de 2012 foi realizada no dia 27 de Junho uma “bezerrada” anunciada como “Espectáculo para crianças e idosos” na mesma Praça de Touros da Ilha Terceira, onde foi evidente a presença de crianças menores de 6 anos (ver anexo), sendo ainda este espectáculo de características semelhantes àquelas de qualquer espectáculo tauromáquico habitual, com animais a serem sujeitos a práticas violentas e derramamento de sangue;

Atendendo a que dessa mesma “bezerrada” do dia 27 de Junho existem imagens (ver anexo) de crianças a participar activamente no espectáculo, aparentemente na qualidade de “toureiros” amadores ou profissionais, e em contacto directo com os touros,

Considerando que a idade mínima para assistir aos espectáculos tauromáquicos é de 6 anos nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do DL n.º 386/82, de 21 de Setembro, na alteração que lhe foi conferida pelo DL n.º 116/83, de 24 Fevereiro. E sendo que nos termos da alínea a) do artigo 3.º do mesmo diploma, os menores de 3 anos não podem assistir a quaisquer divertimentos ou espectáculos públicos;


Considerando que a violação de tal norma é punível como contra-ordenação nos termos do artigo 27.º (sendo a responsabilidade imputada ao promotor do espectáculo), com coima de € 50,00 a € 125,00 por cada menor, sendo que no caso de reincidências os valores são elevados ao dobro, e 2.ª e ulteriores reincidências ao triplo (cfr artigo 29.º);

Considerando a deliberação da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco, adoptada na sua reunião de 14 de Julho de 2009, em relação ao n.º 3 do artigo 139.º da Lei n.º 35/2004, de 29 de Julho, sobre actividades permitidas ou proibidas, deliberação que considera que os animais utilizáveis em espectáculos tauromáquicos, independentemente do seu peso, apresentam características de ferocidade/agressividade, inerentes à natureza do espectáculo, que podem colocar em perigo crianças ou jovens.



Solicitamos que V. Exa. e a sua Direcção Regional tomem as devidas medidas para apurar as responsabilidades de todos os factos relatados, punir os culpados e impedir que a legalidade volte a ser posta em causa no futuro.

Agradeceremos igualmente comunicação sobre os passos dados por V. Exa. neste sentido.


Atentamente,
Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores
matp.acores@gmail.com


Ver fotografias aqui:
http://www.facebook.com/#!/media/set/?set=a.256391861127331.43323.168412669925251&type=1

http://www.facebook.com/#!/media/set/?set=a.256157114484139.43283.168412669925251&type=3

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.256808651085652.43381.168412669925251&type=1

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.257245834375267.43422.168412669925251&type=3

http://www.facebook.com/#!/media/set/?set=a.258023700964147.43568.168412669925251&type=1



segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Padre Marco Gomes, a crise da Igreja Católica e a Tortura Animal

foto retirada de auniao.com
(texto recebido por mail)


Sabendo que, ao longo da história, a Igreja Católica por inúmeras vezes sujou as suas mãos.

Não vamos, aqui, dar exemplos pois seriam necessárias resmas de papel para descrever os escândalos em que aquela esteve envolvida e muitos hectares de terra para sepultar, condignamente, todas as suas vítimas.

Contudo, pensávamos que as novas gerações de sacerdotes fossem mais evoluídas e possuíssem um coração mais sensível ao sofrimento de todos os seres vivos sencientes que com os humanos partilham a vida na Terra.

Infelizmente, parece que assim não é como se pode comprovar através de uma entrevista concedida a um adepto da tortura de touros a uma revista da Igreja Católica, dirigida pelo Padre Marco Gomes, que recebemos na nossa caixa de correio, enviada por mão amiga.

Fazer jornalismo é ser isento e apresentar os diversos pontos de vista perante determinadas situações. No caso em apreço, o padre Gomes ouviu apenas uma parte, a dos amigos das touradas e inimigos dos touros, que fartou-se de achincalhar quem tinha opinião contrária, para além de ter proferido um chorrilho de asneiras, que por decoro não vamos aqui repetir.

Como só ouviu uma parte, depreende-se que ou é jornalista tauromáquico ou se não o é, é como se o fosse, pois mostrou que está ao serviço de uma indústria anacrónica que sobrevive à custa de apoios públicos, da alienação de um povo que foi deseducado desde a infância e da tortura de touros.

Esta posição do padre Gomes parece-nos não ser uma mera opção pessoal. Com efeito, tudo leva a crer que se trata de uma orientação superior pois muitas touradas estão associadas a festividades religiosas e ao apelo, recentemente enviado por vários cidadãos e não por máquinas que criam endereços eletrónicos e enviam automaticamente aos destinatários, para que não se realizasse uma tourada à corda nos Aflitos, o senhor bispo remeteu-se ao silêncio absoluto.

Embora não nos queiramos imiscuir e assuntos internos da Igreja Católica, acreditamos que não é promovendo touradas que a hierarquia vai conseguir fazer regressar as ovelhas tresmalhadas.

Também queríamos afirmar que não são as associações animalistas, embora não estejamos ligados a nenhuma delas, nem as pessoas sensíveis ao sofrimento dos animais que vão destruir ou emperrar a organização da Igreja Católica nos Açores.

A crise por que passa a igreja e as dificuldades da diocese têm como principais responsáveis a sua hierarquia que não soube adaptar-se aos novos tempos e o senhor padre Gomes, apesar da idade nada de novo trouxe.

A pessoa amiga que nos enviou a revista também nos disse que o padre Marco Gomes na sua juventude foi um observador e protetor de aves. Sobre esse assunto, gostaríamos de lhe perguntar se a sua sensibilidade para as aves foi apenas um devaneio de juventude ou acha que uma ave deve ser protegida e um touro merece ser espetado com ferros?


Manuel Oliveira

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Sobre a tourada na Festa do Bom Jesus dos Aflitos, em Ponta Delgada


Ontem, dia 27 de junho, o Movimento Cívico Abolicionista da tauromaquia nos Açores, endireçou uma carta ao Bispo da diocese de Angra, Dom António de Sousa Braga, pedindo que se prenunciasse sobre o acolhimento de festas católicas a práticas tauromáquicas.


Uma segunda carta foi ainda enviada à Câmara Municipal de Ponta Delgada, Assembleia Municipal da mesma autarquia e Junta de Freguesia de Fenais da Luz, questionando a existência do licenciamento para realização de uma tourada agendada para o dia 30 na Freguesia de Fenais da Luz.


Na primeira carta, podia ler-se:

"Considerando a actual crise económica à qual não ficam imunes as paróquias açorianas, que se debatem com grande falta de recursos; considerando que não há tradição ou divertimento que justifiquem o sofrimento e maus tratos a um animal; considerando que as touradas em nada contribuem para educar os cidadãos e cidadãs para o respeito aos animais, além de causarem sofrimento aos mesmos e porem em risco a vida das pessoas; considerando que a Igreja Católica tem qualificado historicamente as touradas como espectáculos alheios de caridade cristã; considerando que a tourada prevista para os Aflitos vem questionar a qualidade das respeitadas festas do Bom Jesus dos Aflitos;
(...)
vimos apelar a V. Ex.ª para que intervenha junto de quem de direito para retirar do programa esta actividade injustificável."


Na carta enviada à Câmara Municipal de Ponta Delgada, Assembleia Municipal de Ponta Delgada e Junta de Freguesia de Fenais da Luz, o MCATA diz que:

"Ante a nossa estranheza pela notícia, vimos por este meio perguntar à Câmara Municipal de Ponta Delgada se foi emitida licença municipal para a realização deste espectáculo.
(...)
Consideramos que a sua realização significaria para o município um grave retrocesso civilizacional no respeito pelos animais e na defesa dos seus direitos."




Aguardam-se respostas

Nova vida para as Praças de touros

Tem acontecido um pouco por todo o mundo e com mais intensidade no últimos anos. O progresso civilizacional e o fomento do espírito crítico das populações têm ditado o fim de todas as práticas que têm como base a violência, a crueldade, o sofrimento, a humilhação e o desrespeito.

A tauromaquia não tem sido poupada e tem sido transportada para um lugar ao qual já deveria pertencer há muito tempo, o da história.

As praças têm sido readaptadas como centros comerciais - criando postos de emprego e dinamizando as economias locais, e como locais de socialização e convívio com espaço para a reflexão e pensamento crítico sem indícios de incentivo à violência.

Depois de abolir as touradas, no inicio deste ano, Bogotá, na Colômbia, é o mais recente projeto para transformação de praças. A nova vida da praça já começou.




fonte: Zé Touro

terça-feira, 26 de junho de 2012

O que é a Tenta?

Em janeiro de 2012, nos Açores, 
realizou-se um tenta ilegal 
com subsídios públicos. ver aqui


1.  A TENTA
A “tenta” é um teste daquilo a que alguns chamam de bravura do (chamado) gado bravo de lide. Faz-se a praticamente todas as fêmeas, e a alguns machos, quando estas/estes têm cerca de 2 anos de idade.

1.1. A tenta das fêmeas
Um homem, o tentador (geralmente um picador profissional), montado em cima de um cavalo cujos olhos estão vendados, e armado com uma vara de 2,5m com um aguilhão na ponta, provoca cada vaquinha, de modo a que esta invista contra o cavalo para assim a castigar, espetando-lhe o aguilhão entre as espáduas e repetindo este processo, várias vezes, quando é conseguida a repetição/recarga. Muitas das jovens vacas são ainda lidadas de muleta. Tudo isto é feito nos tentadeiros das ganadarias que são redondéis ou pequenas praças de touros. Participam, para além do picador (que tem o papel principal), amadores e toureiros (ou ex toureiros) profissionais, o ganadeiro e o pessoal superior da ganadaria. Assistem, muitas vezes, convidados.

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=1ZrlffvKZ8I&NR=1

1.2. A tenta dos machos

1.2.1. No tentadeiro:
Para as tentas feitas em tentadeiro, o procedimento é basicamente o mesmo tanto para fêmeas como para machos. As diferenças que existem visam que estes, que são dotados de uma excelente memória, se um dia chegarem a ser torturados também numa corrida de touros, não se recordem da tenta, já que isso pode ser uma desvantagem para quem os vier a lidar em praça. Assim sendo, enquanto nas tentas das fêmeas, na primeira fase, os toureiros de turno utilizam o capote para afastar as vaquinhas do cavalo, para que elas, preferencialmente, voltem a investir contra o cavalo e sejam novamente picadas com a vara; nas tentas dos machos são utilizados, para o efeito de os afastar provisoriamente do cavalo, ramos de eucalipto ou choupo. Para que os machos não vejam o capote, também se dispensa, usualmente, a lide de muleta.

1.2.2. Em campo aberto:
Uma vez que o tentadeiro pode dar a conhecer um ambiente semelhante ao de uma praça de touros - com todas as desvantagens que daí poderão advir decorrentes da capacidade de aprendizagem e excelente memória dos bovinos -, os machos são quase sempre tentados em campo aberto. Dois cavaleiros separam de um grupo o indivíduo que querem tentar, servindo-se para Isso de longas varas com que, de seguida, o perseguem até o conduzirem ao local onde se encontra o tentador. Quando o animal perseguido percebe que lhe taparam o caminho, num instinto de defesa tenta atacar o tentador, que aproveita para o castigar, da mesma forma como se castiga em tentadeiro: picando-o, repetidamente, com o aguilhão da vara dos 2,5m. Há animais que são espetados, pela vara de castigo, 12 (DOZE) ou mais vezes.

2. A VIOLÊNCIA DAS TENTAS

2.1. A tenta como ato violento para os bovinos
Ao serem picados, com o ferro afiado e comprido que lhes rasga e perfura a pele, carne e músculos, estes animais, que estão a ser testados, sentem dores fortíssimas. Tentando libertar-se da vara, empurraram, muitas das vezes, o cavalo montado pelo picador, o que faz com que a vara lhes perfure ainda mais o corpo e os deixe severamente feridos e enfraquecidos. Para alguns, a tenta não termina após o tércio das varas ou da muleta, e são ainda violentados pelo cravar de bandarilhas, algumas dessas vezes por alunos de escolas de toureiro.

2.2. A tenta como ato violento para os cavalos
Os cavalos, que estão mal protegidos, apenas pelo “peito” - uma espécie de capa de borracha e algodão - sofrem as investidas dos bovinos e ficam muitas vezes com lesões, em especial lesões internas nem sempre visíveis, que a tal estrutura, supostamente protetora, não consegue prevenir. Além disso, são derrubados com alguma frequência, devido às referidas investidas, ocorridas num momento em que eles estão de olhos vendados e com os movimentos dificultados pela estrutura que os deveria proteger, mas que, não só não os protege convenientemente, como é desconfortável e pesada.

Fotos de uma queda: https://picasaweb.google.com/ant.teix.ftg/Tenta#5459262252465817650


3. O DESTINO DAS VÍTIMAS TESTADAS

3.1. O destino das fêmeas
À generalidade das fêmeas que são atraídas pelos cites do picador, e que investem várias vezes contra o cavalo e obtêm boa nota na tenta, é-lhes atribuída a função de procriar até aos 13/14 anos de idade, normalmente, dois anos sim, um ano não. Quanto às que não são atraída pelos cites do picador, fogem do cavalo ou da vara ou, por outros motivos, obtêm má nota final, vão para o matadouro. Arriscamos dizer que é o que acontece a cerca de 50% das vacas testadas. (De referir que algumas vaquinhas nem chegam a ser testadas em tentas, pois são torturadas ainda antes disso, por exemplo em treinos de toureiros e de alunos de escolas de toureio, e perdem a vida antes de completarem os 2 anos de idade.)

3.2. O destino dos machos
Os machos que se mostram voluntários e, de acordo com os critérios de quem os valia, nobres: ficam destinados à lide. Poucos meses, ou poucos anos, depois, serão torturados para gáudio de pessoas que pagam para ver. Entre os que se mostram voluntários e nobres, os que fazem pelo menos doze fortes entradas no cavalo são muitas vezes, de seguida, lidados por um novilheiro ou por um matador, com os três tércios (capote, bandarilhas e muleta), sendo que se obtiverem boa nota quer na primeira fase com o picador, quer na faena, serão destinados a cobrir vacas; dependendo a continuação desta função das características dos filhos que forem tendo. Os machos que são fugidios e demonstram medo vão para a charrua ou para o matadouro. (De referir que muitos machos, por não reunirem uma série de características, são abatidos muito antes dos dois anos de idade e não chegam a ser testados.)

Gado "Bravo" de Lide?

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Projetos de lei: acabar acabar com os apoios públicos às touradas


O Movimento Cívico Abolicionista da tauromaquia nos Açores, através de um representante que se encontrava em Lisboa, esteve presente na passada sexta-feira, dia 22, na audição pública promovida pelo grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, para discussão alargada dos projetos de lei apresentados no Parlamento, que visam:

1. Proibir a exibição de espetáculos tauromáquicos na televisão pública e alterar a lei da televisão, designando estes espetáculos como suscetíveis de influírem negativamente na formação dapersonalidade de crianças e adolescentes: 
http://www.beparlamento.net/pro%C3%ADbe-exibi%C3%A7%C3%A3o-de-espet%C3%A1culos-taurom%C3%A1quicos-na-televis%C3%A3o-p%C3%BAblica-e-altera-lei-da-televis%C3%A3o-designan

2. Impedir o apoio institucional à realização de espetáculos que inflijam sofrimento físico ou psíquico ou provoquem a morte de animais:
http://www.beparlamento.net/impede-o-apoio-institucional-%C3%A0-realiza%C3%A7%C3%A3o-de-espet%C3%A1culos-que-inflijam-sofrimento-f%C3%ADsico-ou-ps%C3%ADquico


Durante a audição, o MCATA relembrou que a situação nos Açores é escandalosa e que, só em 2012, o Governo Regional já concedeu, por exemplo, 75 mil euros para a realização de um fórum taurino, 5 mil euros para a tourada da Casa de Pessoal da RTP e, mais recentemente, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo concedeu 290 mil euros para subsidiar, também, eventos tauromáquicos aquando das Sanjoaninhas.

O MCATA defendeu que as prioridades do estado devem, acima de tudo, ser o bem estar social e que a cultura deverá estar ao serviço do desenvolvimento das populações e não da sua estagnação ou retrocesso.
Os projetos serão discutidos em plenário no próximo dia 4 de julho, a partir das 15h. 

A discussão pode ser acompanhada na ARtv ou em http://www.canal.parlamento.pt/


ver notícia relacionada: jornal i

sexta-feira, 22 de junho de 2012

[Comunicado de Imprensa] Touradas nas Sanjoaninas - 290 mil euros para esbanjar e deseducar

Touradas nas Sanjoaninas - 290 mil euros para esbanjar e deseducar


Nos próximos dias realiza-se uma Feira Taurina, integrada nas Sanjoaninas, a qual vai custar ao orçamento da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo a quantia de duzentos e noventa mil euros.

Para além de ser uma afronta a toda a população dos Açores que neste momento passa por dificuldades, por estar desempregada, por ter visto dos seus salários reduzidos, por lhe terem cortado o subsídio de Natal e o 13º mês ou por receber reformas de miséria, na referida feira estão previstos um espetáculo para crianças e idosos e uma espera infantil de gado.

Como é sabido, por várias vezes nem as leis vigentes têm sido respeitadas nem os prevaricadores têm sido punidos, como são exemplo, ao longo dos tempos, a realização de uma tourada de morte, a realização da sorte de varas a seguir ao último Fórum Taurino ou a realização de uma tourada em dia de luto nacional.

No caso destas atividades para crianças, vimos recordar aos promotores e chamar a atenção para as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens para o facto dos espetáculos tauromáquicos estarem legalmente proibidos para menores de seis anos (alínea b do n.º 1 do artigo 4.º do DL n.º 386/82, de 21 de Setembro, alterado pelo DL n.º 116/83, de 24 Fevereiro).

Resta-nos alertar a população dos Açores para o esbanjamento de dinheiros públicos que poderiam ser melhor utilizados em benefício de todos, em vez de serem usados para benefício de uns poucos, que se divertem com o sofrimento de animais.

De igual modo alertamos para o facto de que com o incutir nas crianças e jovens a aceitação de maus tratos aos animais está-se a fomentar a tolerância à violência gratuita não só para com os animais, mas também entre os humanos.


Açores, 21 de junho de 2012