domingo, 13 de janeiro de 2013

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

“O meu movimento”, no portal do governo, deve querer dizer alguma coisa


por Francisca Ávila
admin 01/01/13 22:17 - Mostrar item original




“O meu movimento” é uma plataforma virtual, criada no portal do governo da república. Nas palavras dos mesmos, a iniciativa pretende “dar uma oportunidade a todos de participar no debate sobre o futuro do nosso país. De uma forma lúdica e simples, qualquer cidadão português pode defender as causas em que acredita, fazendo-se ouvir por todos – e especialmente pelo seu Governo.” No entanto, para além de uma conversa pessoal com Passos Coelho, nada sabemos sobre o que pretende o governo fazer com as causas vencedoras.
No dia 30 de dezembro terminou a votação na segunda edição do concurso. A segunda, porque a primeira terminou no início de 2012, e pouco ou nada diferiu da segunda. Nas duas edições foram criados centenas de movimentos mas o tema transversal aos que sempre lideraram as tabelas de mais votados foi claro como água, e só deixou dúvidas a quem as quis ter. Alteração do estatuto jurídico dos animais, fim do uso de animais em circos, interdição de menores em espetáculos tauromáquicos, fim dos canis e gatis de abate ou nova lei de proteção animal foram causas que se mantiveram nos primeiros lugares. Está à vista, para quem quiser ver, que na sociedade portuguesa há uma preocupação crescente e ativa com questões relacionadas com a proteção animal. Mas a população apostou em força noutra causa, tanto na primeira como na segunda edição, a causa anti-tauromáquica.
Na primeira edição o Movimento do Sérgio manteve-se imperturbável, do início ao fim, no primeiro lugar do concurso, era o movimento pelo “Fim das Corridas de Touros”. Agora, na segunda edição, os portugueses continuaram a manifestar o seu profundo desagrado com a prática de espetáculos tauromáquicos em Portugal, acrescido ao facto de agora perceberem que estes são feitos à custa dos seus impostos. Assim, saiu vencedor o Movimento do Rui Manuel, pelo “Fim dos Dinheiros Públicos para as Touradas”.
Ao longo de 2012 assistimos a uma expressão popular clara de repúdio ao uso dos dinheiros públicos para a tauromaquia. Foram criados movimentos, feitas campanhas, entregues petições, em território continental e nas nossas ilhas dos Açores. Felizmente, o arquipélago da Madeira não padece deste mal. Assistimos também, pelas mãos do PEV e do BE, o assunto a ser levado à Assembleia da Republica, prova de que a voz das pessoas se faz ouvir, ainda que só por alguns.
Mas não pode ser só por alguns, não pode, porque o governo de Passos Coelho criou um espaço para que as pessoas pudessem defender as suas causas ao criar uma iniciativa que dá oportunidade aos cidadãos de exporem as razões pelas quais defendem causas, na primeira pessoa, ao primeiro-ministro de Portugal.
Com toda a legitimidade, exige-se agora que o governo de Passos Coelho aja com alguma coerência e dê respostas às situações que ele próprio criou. O governo de Passos Coelho disse querer ouvir os cidadãos e os cidadãos falaram, falaram e foram claros. Agora, resta-lhe cumprir a sua parte sem demoras, sem rodeios e sem touradas.


Francisca Ávila


Publicado em Faial Online

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ação para a retirada de vídeos de touradas das lojas de turismo dos Açores



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PORTUGUÊS
Caros/as amigos/as,
Pedimos a vossa ajuda no envio desta carta que pede a retirada de videos de touradas dos postos de turismo das ilhas dos Açores.

Agradecemos desde já!


Para: acoresturismo@mail.telepac.pt, info.turismo@azores.gov.pt

cc: presidencia@azores.gov.pt, srtt-Info@azores.gov.pt, pt.de.smg@azores.gov.pt, pt.f.smg@azores.gov.pt, pt.ae.smg@azores.gov.pt, pt.de.ter@azores.gov.pt, pt.ae.ter@azores.gov.pt, pt.fai@azores.gov.pt, pt.pic@azores.gov.pt, pt.sjo@azores.gov.pt, pt.gra@azores.gov.pt, pt.sma@azores.gov.pt, pt.flo@azores.gov.pt, dt.lis@azores.gov.pt, pt.por@azores.gov.pt, associacaoportasdomar@gmail.com, turismoacores@visitazores.com, info@artazores.com

Bcc: mcatacores@gmail.com


Exmo Senhor Diretor Regional do Turismo
c/c Secretário Regional do Turismo e Transportes, ao Presidente do Governo
Regional dos Açores e aos responsáveis pelas Delegações e Postos de  Turismo dos Açores

Temos conhecimento de que em vários estabelecimentos comerciais, sobretudo os especializados em produtos para turistas, são emitidos regularmente vídeos sobre touradas à corda.

Destes estabelecimentos é bom exemplo a Loja Açores situada nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, onde é possível encontrar três grandes ecrãs a passar, simultaneamente, vídeos de “Marradas”, que conhecemos bem através da publicidade aos mesmos que é feita no Youtube (http://youtu.be/2h-WhhqFjv4).

Os mencionados vídeos, para além de transmitem imagens de violência contra os animais, mostram a brutalidade duma tradição que provoca sofrimento às pessoas que, participando são voluntariamente ou não, alvo de ferimentos, nalguns casos de elevada gravidade, ou que acabam por morrer, como já aconteceu este ano na Terceira e no Pico.

Como pessoa consciente e compassiva, venho manifestar a minha preocupação pelo facto da transmissão das referidas imagens constituírem um poderoso instrumento de deseducação para insensibilizar, habituar e até viciar crianças e adultos no abuso sobre animais, o que poderá induzir mais violência sobre animais e sobre pessoas.

Para além do referido, as imagens transmitidas constituem uma enorme vergonha para os Açores e poderão dissuadir o turismo de muitas pessoas provenientes de países onde este tipo de eventos é fortemente repudiado e até perseguido criminalmente

Temos conhecimento que a transmissão de marradas nos aeroportos, para além de já terem deixado horrorizados alguns turistas, tem causado perplexidade a algumas pessoas que têm visitado a Região, a convite de empresas ou do próprio governo regional, e embaraço aos seus acompanhantes.

Face ao exposto, venho solicitar a tomada de medidas no sentido de por fim à transmissão de vídeos de marradas e touradas em todos os locais onde os mesmos possam contribuir para a banalização do sofrimento de animais e pessoas e para manchar a imagem dos Açores junto de potenciais visitantes.


Atentamente,
(Nome)


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ESPAÑOL
Compañeros e Compañeras, les pedimos su ayuda en el envío de esta carta solicitando la eliminación de los vídeos de las corridas de toros en las oficinas de turismo de las islas Azores. 
Muchas gracias!



Para: acoresturismo@mail.telepac.pt, info.turismo@azores.gov.pt

cc: presidencia@azores.gov.pt, srtt-Info@azores.gov.pt, pt.de.smg@azores.gov.pt, pt.f.smg@azores.gov.pt, pt.ae.smg@azores.gov.pt, pt.de.ter@azores.gov.pt, pt.ae.ter@azores.gov.pt, pt.fai@azores.gov.pt, pt.pic@azores.gov.pt, pt.sjo@azores.gov.pt, pt.gra@azores.gov.pt, pt.sma@azores.gov.pt, pt.flo@azores.gov.pt, dt.lis@azores.gov.pt, pt.por@azores.gov.pt, associacaoportasdomar@gmail.com, turismoacores@visitazores.com, info@artazores.com

Bcc: mcatacores@gmail.com



Exmo. Sr. Director Regional de Turismo
c/c Secretario Regional de los Transportes e Turismo , Presidente del Gobierno Regional de
Azores, responsables por las Delegaciones y Puestos de Turismo de Azores


Tenemos conocimiento de que en varios establecimientos comerciales, concretamente los especializados en productos regionales para turistas, son emitidos regularmente videos de eventos tauromáquicos con toros ensogados.

De este tipo de establecimientos constituye un buen ejemplo la “Loja Açores” situada en las Puertas del Mar, en Ponta Delgada, donde se encuentran tres grandes pantallas que pasan simultáneamente videos de “embestidas y cornadas” que son bien conocidos por la publicidad existente de ellos en Youtube (http://youtu.be/2h-WhhqFjv4).

Los videos mencionados, además de trasmitir imágenes de violencia contra los animales, muestran la brutalidad de una tradición que provoca sufrimiento a las personas que, participando o no de forma voluntaria, son objeto de daños corporales, en algunos casos de elevada gravedad, y que en ocasiones acaban incluso por fallecer, como ya sucedió este año en las islas de Terceira y Pico.

Como persona consciente y compasiva, quiero manifestar mi preocupación por el hecho de que la trasmisión de estas imágenes constituye sin duda un poderoso instrumento de deseducación que lleva a insensibilizar, habituar y hasta viciar a niños y adultos en el abuso contra animales, lo que podrá inducir en el futuro más violencia sobre animales y sobre personas.

Además, las imágenes trasmitidas constituyen una enorme vergüenza para las Azores y podrán disuadir para el turismo a muchas personas provenientes de países donde este tipo de eventos es fuertemente repudiado y hasta perseguido criminalmente.

Tenemos constancia de que la transmisión de estas “embestidas y cornadas” en los aeropuertos, además de dejar horrorizados a algunos turistas, ha causado una gran perplejidad a algunas personas que visitan la región, invitadas por empresas o por el propio gobierno, y un gran embarazo a sus acompañantes.

Considerando todo lo expuesto, solicito que se tomen medidas para poner fin a la trasmisión de estos videos en todos los lugares donde puedan contribuir para la banalización del sufrimiento de animales y de personas y donde puedan contribuir para manchar la imagen de las Azores frente a potenciales visitantes.


Atentamente
(Nombre)


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FRANÇAIS
Chers camarades
Nous demandons votre aide en envoyant cette lettre demandant le retrait des vidéos de corridas de bureaux de tourisme des îles Açores.
Je vous remercie à l'avance!




Envoyer à: acoresturismo@mail.telepac.pt, info.turismo@azores.gov.pt

cc: presidencia@azores.gov.pt, srtt-Info@azores.gov.pt, pt.de.smg@azores.gov.pt, pt.f.smg@azores.gov.pt, pt.ae.smg@azores.gov.pt, pt.de.ter@azores.gov.pt, pt.ae.ter@azores.gov.pt, pt.fai@azores.gov.pt, pt.pic@azores.gov.pt, pt.sjo@azores.gov.pt, pt.gra@azores.gov.pt, pt.sma@azores.gov.pt, pt.flo@azores.gov.pt, dt.lis@azores.gov.pt, pt.por@azores.gov.pt, associacaoportasdomar@gmail.com, turismoacores@visitazores.com, info@artazores.com

Bcc: mcatacores@gmail.com


Monsieur le Directeur Régional au Tourisme
c/c au Secrétaire Régional de Transport e Tourisme, au Président de la Région des Açores et aux responsables des Délégations et Offices de Tourisme des Açores


Nous avons appris que dans plusieurs établissements commerciaux, spécialement dans ceux spécialisés en produits destinés aux touristes, des vidéos de corridas à la corde sont exhibés régulièrement au public.

Le magasin Açores, situé à Portas do Mar, à Ponta Delgada en est un exemple, où trois grands écrans donnent à voir simultanément des vidéos de marradas , bien connues par la publicité diffusée sur Youtube (http://youtu.be/2h-WhhqFjv4).

Les vidéos mentionnées, en plus de projeter des images de violence contre des animaux, montrent la brutalité d'une « tradition » qui provoque même de la souffrance aux personnes, participantes, volontaires ou non, puisqu'elles sont souvent blessées grièvement ou même tuées, comme cela a été le cas cette année à Terceira et à Pico.

En tant que citoyen doué de conscience et de compassion, je tiens à manifester mon indignation vis à vis la diffusion de ces images, lesquelles constituent un puissant outil anti-pédagogique, ayant pour effet la désensibilisation et la banalisation de la cruauté envers les animaux, tout en incitant à la violence non seulement contre les animaux mais aussi contre les personnes.

Par ailleurs, ces images sont honteuses pour les Açores, pouvant dissuader plutôt qu'attirer les touristes, lesquels dans leur grande majorité, sont originaires de pays où ces pratiques barbares sont condamnées par la population et interdites par la Loi.

C'est un fait avéré que la diffusion de marradas dans les aéroports, en plus d'étonner les touristes, choquent ceux qui visitent la région invités par les entreprises ou par le gouvernement régional lui-même.

Cela étant dit, je sollicite que des mesures soient prises pour qu'on mette fin à cet étalage de violence gratuite dans tous ces lieux où il contribue à la banalisation de la souffrance animale et des personnes et où il porte préjudice à l'image même des Açores.

Cordialement,
(nome)

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ENGLISH
Dear Friends,
We ask your help in sending this letter requesting the removal of videos of bullfights of tourism offices of the Azores islands.
Thank you in advance! 



To: acoresturismo@mail.telepac.pt, info.turismo@azores.gov.pt

cc: presidencia@azores.gov.pt, srtt-Info@azores.gov.pt, pt.de.smg@azores.gov.pt, pt.f.smg@azores.gov.pt, pt.ae.smg@azores.gov.pt, pt.de.ter@azores.gov.pt, pt.ae.ter@azores.gov.pt, pt.fai@azores.gov.pt, pt.pic@azores.gov.pt, pt.sjo@azores.gov.pt, pt.gra@azores.gov.pt, pt.sma@azores.gov.pt, pt.flo@azores.gov.pt, dt.lis@azores.gov.pt, pt.por@azores.gov.pt, associacaoportasdomar@gmail.com, turismoacores@visitazores.com, info@artazores.com

Bcc: mcatacores@gmail.com




Mr. Regional Director for Tourism
c/c Regional Secretary of the Transportation and Tourism, the President of the Region of the Azores and leaders of delegations and the Azores Tourist

I have learned that in many commercial establishments, especially those specializing in products for tourists, videos of bullfighting are regularly exhibited to the public.

For example, the store Azores, located at Portas do Mar, Ponta Delgada contains three large screens that are used to show videos of marradas, which can be found on Youtube (http://youtu.be/2h-WhhqFjv4 )

The videos mentioned, in addition to projecting images of violence against animals, show the brutality of a "tradition" that causes suffering to both participants and observers who are often seriously injured or even killed, as was the case this year in Terceira and Pico.

As a citizen endowed with conscience and compassion, I wish to express my opposition towards the dissemination of these images, which have the effect of desensitizing and normalizing cruelty to animals, while inciting violence against both animals and people.

Moreover, these images are shameful for the Azores and deter tourists, the vast majority of whom are from countries where these barbaric practices are condemned by the public and prohibited by law.

In addition, the showing of marradas in airports shocks tourists who visit the region at the invitation of companies or by the regional government itself.

That being said, I ask that measures be taken to end this display of gratuitous violence in all those places where it contributes to the trivialization of the suffering of animals and people, and where it is detrimental to the image of Azores.

Sincerely,
(Name)

domingo, 18 de novembro de 2012

Contra os subsídios para as touradas provenientes da UE

A Fundação Franz Weber lançou uma "tweetcampaign” contra os subsídios para as touradas provenientes da União Europeia. É dever de todos os cidadãos preocupados com o futuro na nossa Terra participar e divulgar a campanha. Para o fazer pode utilizar o seguinte link: www.NoMoreFunds.org

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A “arte da tauromaquia” dá que pensar


publicado originalmente no jornal Açoriano Oriental
15 de Novembro de 2012


O programa Biosfera (rtp2) dedicou a sua última edição à “arte da tauromaquia”.
Sem qualquer intuito de ser parcial, ao longo da cerca de meia-hora de programa, ouvindo aficionados e abolicionistas, o programa termina com uma clara expressão da atual situação.

O programa realmente deu que pensar e deixou no ar várias questões.
A primeira é percebemos que parece ter virado moda de ir à tv usar palavras descontextualizadas, como “refundação”, ou sem saber o seu significado quando ouvimos o representante da Prótoiro a referir-se ao estatuto de cidade anti-tourada de Viana do Castelo como “ditadura cultural”. O que queira lá isso dizer, o que é curioso aqui é ser dito por um representante de uma associação fundada por pessoas de extrema-direita ligadas a movimentos fascistas, fãs de regimes ditatoriais. Dá que pensar.

A segunda questão é a dos subsídios públicos, que nos Açores são absolutamente escandalosos. Quando no inicio do ano, a Prótoiro jurava a pés juntos que a tauromaquia não recebia um tostão do Estado, agora parecem ter mudado o discurso dizendo que “não recebem do Estado Central”. O que queira lá isso ser, esse novo conceito de “estado central” - o Estado é um todo de pessoas e entidades públicas -, o certo durante o programa bastaram 5 minutos para se contradizerem quando o responsável por um museu tauromáquico (onde toda a tauromaquia deveria estar) reconhece que o Estado concede subsídios à tauromaquia. Dá que pensar.

A terceira questão é o facto curioso de que no mesmo dia em que o novo presidente da Região Autónoma dos Açores tomava posse, no programa Biosfera foram recordados os subsídios públicos atribuídos às touradas pela Secretaria Regional da Economia, dirigida até então pelo atual presidente do governo regional - o presidente que agora promete focar-se na criação de postos de trabalho. O certo é que, o conjunto do subsídios concedidos à tauromaquia só em 2012, podia ter criado alguns postos de trabalho, nos Açores, e pago bastantes salários dignos durante um bom período de tempo. Dá que pensar.

Por fim, ouvimos o representante da Prótoiro dizer que os animais não têm direitos porque não têm deveres. Por essa (i)lógica, poderíamos perguntar, a quem pensa do mesmo modo, o que têm a dizer sobre as crianças. Mas mais interessante, para nós Açorianos, seria ouvir dissertar sobre os deveres dos aficionados. Por exemplo, o que dizer sobre os deveres políticos e sociais do presidente da Câmara Municipal da Lagoa, em São Miguel, que viola leis para promover vacadas no concelho?
Quais os deveres dos empresários da tauromaquia para combater a economia paralela? Quais os deveres dos políticos aficionados para garantir um bom uso e gestão dos nossos impostos? Quais os deveres dos aficionados no contributo para um desenvolvimento social e para uma sociedade justa e sem violência?
Dá que pensar.



Francisca M. Ávila