domingo, 19 de janeiro de 2014

Proteste: não mais dinheiros públicos para as Touradas



APELO
Não mais dinheiros públicos para as Touradas.
Não fique indiferente
Entre em ação


Nos próximos dias 24, 25 e 26 de Janeira vai realizar-se o “III Fórum da cultura taurina”, em Angra do Heroísmo, Ilha Terceira (Açores). Escreva um e-mail aos governantes, deputados e autarcas dos Açores e aos patrocinadores. Pode usar o texto abaixo ou personalizá-lo a seu gosto.


Para:
presidencia@azores.gov.pt, presidente@alra.pt, asantos@alra.pt, aluis@alra.pt, abradford@alra.pt, arodrigues@alra.pt, apires@alra.pt, amarinho@alra.pt, apedroso@alra.pt, aventura@alra.pt, anunes@alra.pt, alima@alra.pt, bchaves@alra.pt, boliveira@alra.pt, bmessias@alra.pt, bbelo@alra.pt, cmendonca2@alra.pt,cfurtado@alra.pt, ccardoso@alra.pt, calmeida@alra.pt, clopes@alra.pt, dcunha@alra.pt, dfreitas@alra.pt, dmoreira@alra.pt, fcesar@alra.pt, fcoelho@alra.pt, fsilva@alra.pt, gracasilva@alra.pt, hmelo@alra.pt, inunes@alra.pt, irodrigues@alra.pt, jbcosta@alra.pt, cpereira@alra.pt , jmacedo@alra.pt, jandrade@alra.pt, jmgavila@alra.pt, jcontente@alra.pt, jsan-bento@alra.pt, jparreira@alra.pt, lmartinho@alra.pt, lmachado@alra.pt, lrodrigues@alra.pt, lgarcia@alra.pt, lmaciel@alra.pt, lmauricio@alra.pt, lrendeiro@alra.pt, lsilveira@alra.pt, mpereira@alra.pt, mcouto@alra.pt, mcosta@alra.pt, nmalves@alra.pt, pborges@alra.pt, pestevao@alra.pt, pmoura@alra.pt, pmedeiros@alra.pt, rcbotelho@alra.pt, rcordeiro@alra.pt, rcabral@alra.pt, rveiros@alra.pt, vvasconcelos@alra.pt, zsoares@alra.pt, angra@cm-ah.pt, geral@cmpv.pt, imobiliario@cemah.PT, matpalicemoderno@gmail.com,acoresmelhores@gmail.com


Exma. Senhora Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores Exmo. Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores
Exmos (as) Senhores (as) Deputados (as) da Assembleia Legislativa Regional dos Açores
Exmos Senhores Presidentes da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e da Câmara Municipal da Praia da Vitória
Exmos Senhores Patrocinadores

Mais dinheiro público para a tortura animal nos Açores

A avultada quantia de 90.000 euros é o dinheiro que vai custar aos açorianos a realização do chamado “III Fórum da cultura taurina” de 24 a 26 de Janeiro na ilha Terceira, sendo 60.000 euros diretamente aportados pelo governo açoriano e o restante pelas autarquias terceirenses e outros apoios. Num momento em que não há dinheiro para nada que seja a favor da vida, da saúde ou da educação dos açorianos, há sempre dinheiro público para financiar escuros congressos sobre uma prática, a tauromaquia, progressivamente rejeitada por todas as sociedades civilizadas e que nada de bom traz para a região.

Mais questionável ainda é o financiamento público deste evento quando na sua anterior edição, há dois anos, esse mesmo dinheiro público foi utilizado pelos organizadores para realizar, à vista de todos, um espetáculo com sorte de varas, prática de tortura proibida em Portugal e expressamente rejeitada pela Assembleia Regional. A realização deste ato ilegal, que ficou impune apesar dos vários protestos realizados dentro da própria Assembleia Regional, não mereceu nenhum tipo de desculpa por parte dos organizadores nem nenhuma explicação por parte do governo regional. Dois anos depois, o governo volta a financiar e premiar com dinheiro público os mesmos organizadores, se calhar para a realização dos mesmos fins.

Não deixa também de ser chocante que este evento seja apoiado pela Secretaria Regional do Turismo, quando a prática da tortura animal é totalmente incompatível com a promoção turística da região como um destino de turismo verde e de natureza. Não podemos esquecer que, por exemplo, no verão passado um grupo de cerca de 85 turistas alemães cancelou a sua vinda aos Açores depois de ver imagens de touradas realizadas na ilha Terceira. Assim, a Secretaria parece estar a utilizar dinheiros públicos para destruir a sua própria política de promoção turística.

Da parte dos organizadores do evento, da Tertúlia Tauromáquica, ouvimos declarações delirantes como dizer que a defesa da tauromaquia inclui valores ecológicos, culturais, sociais, educativos, solidários e económicos. Deveriam antes falar do ecológico que é a ocupação de zonas da Rede Natura 2000 para a criação do gado utilizado nas touradas. Deveriam falar do educativo que é obrigar as crianças a ver animais a ser torturados em espetáculos de sangue e violência contra touros e cavalos. Deveriam falar de solidariedade às famílias das pessoas que são feridas ou mortas cada ano nas touradas. Deveriam falar dos mais de 580.000 euros de fundos públicos que são gastos anualmente na tauromaquia nos Açores. Como exemplo temos o orçamento da câmara de Angra do Heroísmo para 2014, que vai gastar 125.000 euros só numa feira taurina, quando em todo o ano gastará apenas 52.000 euros em ação social.

Por todas estas razões, a realização deste evento vergonhoso para os Açores deveria ser cancelado e o dinheiro público ser bem gasto na realização de políticas que beneficiem realmente as famílias açorianas.

Cumprimentos


domingo, 10 de novembro de 2013

O que é a sorte de varas?



(Informação do médico veterinário José Enrique Zaldivar Laguia , clínico e presidente da AVATMA. Tradução do médico veterinário Vasco Reis).

Durante a tourada, e durante um período de aproximadamente 15 minutos, o touro é submetido à sorte de varas.

Assim que ele entra na arena é atraído através de uma série de passes com a capa e é submetido à sorte de varas - o "acto” da lança.

Nesta parte, o picador (lanceiro) utiliza a ponta da lança, “puya”, garrocha, que é um instrumento pontiagudo com cerca de 9 centímetros de comprimento, dividido em duas secções: uma ponta em forma de cone de cerca 3 centímetros e uma outra de aço em forma de corda de cerca de 6 centímetros de comprimento. Este instrumento destina-se a ferir certos músculos e ligamentos do cachaço, parte superior do pescoço do touro. O objectivo deste acto é facilitar o trabalho do toureiro pois, uma vez que estas estruturas anatómicas foram feridas, o touro não vai ser capaz de levantar a cabeça . “Infelizmente” não é só isso que acontece. É sabido que 90 % das estocadas com a lança são feitas muito mais para trás, onde as vértebras estão muito menos protegidos. Além disso, como resultado de golpes ilegais (proibidos) dos picadores , tais como “furar” (torcendo a lança no pescoço do touro como um saca-rolhas) ou o "entra e sai" (aprofundar e aflorar a lança várias vezes sem a retirar, de modo a que uma lança tem o mesmo efeito como tendo sido utilizada várias vezes, o que impede o touro de fugir quando sente a dor), as feridas são muitas vezes terríveis.

A hemorragia causada por estes métodos faz com que a perda de sangue possa ser de até 18% , enquanto a (entre aspas irónicas) quantidade "desejável" é de 10% . Devido a esses movimentos, uma lança pode produzir feridas com mais de 20 cm de profundidade, e entrar no corpo em até cinco sentidos diferentes, ferindo muitas estruturas, inclusivé quebrando estruturas ósseas.

Os taurófilos (taurinos) argumentam, que o uso da “puya” serve para "aliviar" o touro da sua bravura e excitação na lide. No entanto, o que acontece com a tortura da “puya” não é um descongestionamento simples, porque o touro assim perde até 10 litros de sangue, visto que ao se aprofundar e aflorar sucessivamente a “puya”, se chega a provocar uma ferida muito profunda . Outra estatística é, que apenas 4,7% do cravar da “puja” conseguiu cortar os músculos do pescoço e deixar o resto da anatomia local intacta.

O que geralmente se corta com má pontaria da “puya”, são músculos dos membros anteriores e do tronco. Por isso tropeçam e caiem touros.

Dados: o touro tem cerca de 36 litros de sangue. Com a sorte de varas o animal perde cerca de um terço do sangue, sua força vital.

São manobras ilegais do picador (o cravar e tirar, a acção de saca-rolhas e a de perfuração), que fazem  a puya penetrar mais do que esses 7,6-8,9 cm, sendo que em 70% dos casos, as lanças são cravadas por detrás do andiron e da cruz, e aí sendo menos protegidas pelos grandes músculos do pescoço, podem atingir e ferir estruturas ósseas.

(recebido por e-mail)


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Vacada de São Martinho


Pedido de envio de e-mails:

Para:
presidente@alra.pt, aluis@alra.pt, anunes@alra.pt, arodrigues@alra.pt, aparreira@alra.pt, bchaves@alra.pt, bmessias@alra.pt, boliveira@alra.pt,ccardoso@alra.pt, cfurtado@alra.pt, cmendonca2@alra.pt, dcunha@alra.pt, dmoreira@alra.pt, fcesar@alra.pt, fcoelho@alra.pt, gracasilva@alra.pt,inunes@alra.pt, irodrigues@alra.pt, jcontente@alra.pt, jmgavila@alra.pt, jsan-bento@alra.pt, lmachado@alra.pt, lmaciel@alra.pt, lrodrigues@alra.pt,mcouto@alra.pt, micosta@alra.pt, mpereira@alra.pt, pborges@alra.pt, pmoura@alra.pt, rcabral@alra.pt, rcbotelho@alra.pt, rveiros@alra.pt,aamaral@alra.pt, amarinho@alra.pt, aventura@alra.pt, apedroso@alra.pt, bbelo@alra.pt, calmeida@alra.pt, clopes@alra.pt, cpereira@alra.pt,dfreitas@alra.pt, hmelo@alra.pt, jandrade@alra.pt, jbcosta@alra.pt, jmacedo@alra.pt, jmachado@alra.pt, jparreira@alra.pt, lcgarcia@alra.pt,lmauricio@alra.pt, lrendeiro@alra.pt, rcordeiro@alra.pt, vvasconcelos@alra.pt, alima@alra.pt, gsilveira@alra.pt, lsilveira@alra.pt, zsoares@alra.pt,apires@alra.pt, pestevao@alra.pt, presidencia@azores.gov.pt,
CC: acoresmelhores@gmail.com


Exmo. Sr.,
Presidente do Governo Regional dos Açores,
Deputado(a) da ALRA

Está anunciada a realização duma “vacada” no dia 9 de novembro na freguesia de Santa Cruz, concelho da Lagoa, evento que aparentemente conta com licença por parte da câmara municipal. Esta “vacada”, enquadrada nas festas de São Martinho, não acontece pela primeira vez, tendo sido realizada igualmente em anos anteriores.

No entanto, tal como foi já denunciado em anteriores ocasiões, a realização deste evento é manifestamente contrária à lei por se realizar fora da temporada estipulada legalmente para as manifestações taurinas.

O Decreto Legislativo Regional n.º 37/2008/A, de 5 de agosto, alterado pelo DLR n.º 13/2012/A, de 28 de março de 2012, que estabelece o regime jurídico de atividades sujeitas a licenciamento das câmaras municipais na Região Autónoma dos Açores, estabelece no seu Capítulo XIII o regime jurídico aplicável às touradas à corda, que segundo o n.º 2 do artigo 42.º se aplica também às manifestações taurinas enumeradas no artigo 43.º, entre as quais a “vacada em cerrado”. Ora, segundo o n.º 1 do artigo 49.º estas manifestações taurinas só podem realizar-se no período compreendido entre o dia 1 de maio e o dia 15 de outubro de cada ano civil.

Assim, a referida “vacada” anunciada no concelho da Lagoa para o dia 9 de Novembro não se enquadra dentro do período legal. No entanto, em profundo desrespeito pela lei, a câmara municipal da Lagoa continua a emitir cada ano licenças para a realização deste evento.

De referir ainda que no evento do passado ano foram registadas situações graves de evidente maltrato animal. Os animais, transportados durante longo tempo em caixas fechadas, manifestaram signos de desidratação. Um deles partiu um chifre no decorrer do evento, com grande perda de sangue, o que não foi considerado suficiente por parte dos organizadores para o animal deixar de ser burlado, acossado e puxado pela corda, com total desprezo e insensibilidade para com o seu sofrimento.

Desta forma venho manifestar o meu repúdio pela realização deste tipo de espectáculos violentos onde são maltratados animais, mesmo na ilha de São Miguel onde as touradas nunca foram tradição. E também o meu veemente protesto pelo contínuo desrespeito que um órgão municipal como a câmara da Lagoa mostra pela legislação aprovada pela Assembleia Legislativa dos Açores e pelos seus deputados. A imagem pública dos Açores e do povo açoriano fica gravemente prejudicada com lamentáveis e bárbaros espectáculos como estes.

Atentamente

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Não vá ao São Martinho na Lagoa



A todas as pessoas singulares ou coletivas, solicita-se o envio do e-mail, abaixo dirigido ao presidente da Câmara Municipal da Lagoa (São Miguel – Açores) a solicitar o não apoio à vacada que está marcada para o próximo dia 9 de Novembro.
Muito obrigado


Enviar para:

gabpres-cml@mail.telepac.pt, jfsantacruz-lagoa@sapo.pt,


Ex. Senhor Presidente da Câmara Municipal da Lagoa,
Exmo Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Santa Cruz

Tomei conhecimento de que se irá realizar na Freguesia de Santa Cruz, no próximo dia 9 de Novembro, uma vacada e venho por este meio manifestar o meu total repúdio por tal acontecimento, uma vez que as vacadas, contribuem para insensibilizar, habituar e até viciar crianças e adultos no abuso cruel exercido sobre animais.

Como muito bem escreveu o Médico Veterinário Vasco Reis “Vacadas e garraiadas contribuem para insensibilizar, habituar e até viciar crianças e adultos no abuso cruel exercido sobre animais, o que pode propiciar mais violência futura sobre animais e pessoas.

A utilização de animais juvenis submetidos à violência de multidões, não pode ser branqueada como “espetáculo que não tem sangue e é só para as crianças se divertirem". Mesmo que não tenha sangue, é responsável por muito sofrimento dos animais. Contribui, certamente, para a perda de sensibilidade de pessoas, principalmente de crianças, e para o gosto pela cruel tauromaquia. É indissociável de futilidade, sadismo, covardia.

Vimos solicitar a Vossa Exª que tem apoiado as vacadas realizadas em anos para que reveja a sua posição e para os prejuízos que poderão advir para o Concelho da Lagoa pelo facto do mesmo passar a figurar na lista de cidades e concelhos a serem evitados por todos os turistas e pessoas de bem que para além de procurarem locais onde a natureza esteja imaculada também dão preferência a populações que respeitem os animais.

Com os melhores cumprimentos

Nome

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

NÃO À SORTE DE VARAS nos AÇORES


Está programado “Um ciclo de tentas comentadas” para o próximo dia 20 de Outubro, em Angra do Heroísmo, Ilha Terceira. 

Escreva a protestar contra tal iniciativa.



Pode usar o texto abaixo ou personalizá-lo a seu gosto.



Enviar para:

presidente@alra.pt, aluis@alra.pt, anunes@alra.pt, arodrigues@alra.pt, aparreira@alra.pt, bchaves@alra.pt, bmessias@alra.pt, boliveira@alra.pt, ccardoso@alra.pt, cfurtado@alra.pt, cmendonca2@alra.pt, dcunha@alra.pt, dmoreira@alra.pt, fcesar@alra.pt, fcoelho@alra.pt, gracasilva@alra.pt, inunes@alra.pt, irodrigues@alra.pt, jcontente@alra.pt, jmgavila@alra.pt, jsan-bento@alra.pt, lmachado@alra.pt, lmaciel@alra.pt, lrodrigues@alra.pt, mcouto@alra.pt, micosta@alra.pt, mpereira@alra.pt, pborges@alra.pt, pmoura@alra.pt, rcabral@alra.pt, rcbotelho@alra.pt, rveiros@alra.pt, aamaral@alra.pt, amarinho@alra.pt, aventura@alra.pt, apedroso@alra.pt, bbelo@alra.pt, calmeida@alra.pt, clopes@alra.pt, cpereira@alra.pt, dfreitas@alra.pt, hmelo@alra.pt, jandrade@alra.pt, jbcosta@alra.pt, jmacedo@alra.pt, jmachado@alra.pt, jparreira@alra.pt, lcgarcia@alra.pt, lmauricio@alra.pt, lrendeiro@alra.pt, rcordeiro@alra.pt, vvasconcelos@alra.pt, alima@alra.pt, gsilveira@alra.pt, lsilveira@alra.pt, zsoares@alra.pt, apires@alra.pt, pestevao@alra.pt, presidencia@azores.gov.pt, angra@cm-ah.pt





Exmo. Sr/ª.,
Presidente do Governo regional dos Açores,
Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo
Deputado(a) da ALRA

Foi publicitada a realização no dia 20 de Outubro na Praça de Touros da Ilha Terceira dum espectáculo tauromáquico com especial destaque para a chamada sorte de varas. O espectáculo, intitulado “Ciclo de tentas comentadas” conta com a participação de dois picadores, responsáveis pela execução da sorte de varas, para além dum matador, um novilheiro, dois cavaleiros e dois grupos de forcados, sendo a organização do evento da responsabilidade da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.

A realização da sorte de varas em espectáculos tauromáquicos não é tradição na ilha Terceira, está proibida pela legislação vigente e a sua prática foi expressamente proibida por decisão da Assembleia Legislativa Regional dos Açores.

No entanto, em desrespeito da lei, são já várias as ocasiões nas quais foi praticada a sorte de varas em espectáculos públicos na Terceira organizados pela Tertúlia Tauromáquica Terceirense, tendo até agora acontecido estes eventos num clima de total impunidade.

O espectáculo público agora anunciado para o dia 20 na Praça de Touros da Ilha Terceira vem mais uma vez contrariar a legislação vigente e a decisão da Assembleia Regional.

Por isso, venho desta forma solicitar a sua intervenção para impedir a realização deste espectáculo repudiável que desrespeita a lei, que desrespeita a livre decisão dos deputados açorianos e que constitui uma vergonha para o povo açoriano, um povo que na sua imensa maioria não quer ser associado por mais tempo à realização de espectáculos violentos e sangrentos onde são torturados animais para simples diversão dumas poucas pessoas.


Atentamente
(Nome)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Ameaças pessoais a opositores das touradas voltam a acontecer na ilha Terceira, nos Açores / Once again death threats have been received by those who oppose to bullfights on Terceira Island, Azores

(para fazer parte do grupo de cidadãs/ãos que subscrevem este texto basta enviar mail para acoresmelhores@gmail.com, com nome e localidade / If you would like to join the group of citizens whom subscribe this text, please send an e-mail to acoresmelhores@gmail.com with you name and location)


Ameaças pessoais a opositores das touradas voltam a acontecer na ilha Terceira, nos Açores /  Once again death threats have been received by those who oppose to bullfights on Terceira Island, Azores


Durante uma tourada à corda na Ilha Terceira, foi fotografado um touro desmaiado. A imagem tornou-se viral na internet, tendo sido repudiada por milhares de pessoas.
During a rope bullfighting event, a picture was taken to what appeared to be a lifeless bull. The image soon became viral online, and was disavowed by thousands of people.


Chegando a vários sítios do globo, a imagem parece ter sido a causa do cancelamento da visita de um grupo de turistas alemães à Região Autónoma dos Açores, gerando bastante indignação entre todos os açorianos que rejeitam a ideia de que a tourada seja entendida como uma prática aceite em toda a região.
Having reached several places around the globe, it led to the cancellation of a visit of a group of German tourists to the Azores, causing great outrage among the Azorean population in general.

O MCATA, com base nas discussões que se seguiram, entre largas dezenas de pessoas, no grupo de discussão [info acores], no facebook, e noutros locais de debate, publicou, no seu blogue, o alerta que foi dado sobre o cancelamento da visita de turistas. A publicação atingiu 5700 visualizações em pouco mais de 40 horas.
Taking into account the several comments that followed on the forum info acores, on Facebook, and other discussion groups, the MCATA movement posted on its blog the news about the cancellation of the visit to the Azores by the German tourists and in only 40 hours the post was viewed 5700 times.

Confrontados com a crescente oposição às touradas e rejeição da prática como algo comum a toda a região dos Açores, algumas pessoas ligadas ao lobby tauromáquico terceirense dirigiram ameaças públicas e privadas à pessoa que divulgou a imagem do touro desmaiado.
Faced with the growing opposition to bullfights and the rejection of such activities as a common practice and tradition of the Azores, some people of the bullfighting industry from the island of Terceira have publically and privately threatened the person who has first published the image of the lifeless bull.

Uma fotografia com a cara da terceirense, assumidamente anti tourada, foi publicada num grupo de aficionados "Amigos da Tourada à Corda Ilha Terceira" com o seguinte texto:
A picture of this girl from the island of Terceira has been posted on the page of a group of bullfight lovers, named "Amigos da Tourada à Corda Ilha Terceira" with the following comments:

Fernando Pavao > Amigos da Tourada à Corda Ilha Terceira

Quem é XXX? fundadora do Terceirenses AntiTouradas.
Não há nada melhor do que conhecer antes uma pessoa, para depois se fazer juízo do que ela é, e o que representa na nossa comunidade terceirense. Quem a conhecer, que nos transmita.


Who is XXX? Founder of “Terceirenses AntiTouradas”.
It’s best to know a person first to later make judgment on what she is, what she represents to our community on Terceira Island. To anyone who might know her, let us know.

comentários/ comments:
Frank Ferreira essa sonhora nao faz a minima ideia como e a nossa tradicao / this lady has no idea of what our tradition is

(Gostos/Likes: Jorge Faria Rodrigues, João Paes, Rogério Fagundes, Renato M. Borges)

Entretanto a publicação foi retirada e na sua página pessoal a ativista reiterou a sua convicção no combate às touradas na ilha escrevendo "Quero comunicar-vos que ate já vi ameaças de morte. Não sou assustada e vou comunicar a ocorrência as autoridades, para ficarem de sobreaviso. Manifestar a minha opinião e apresentar factos e um direito que me assiste. Obrigado a todos."
Meanwhile the post has been removed and on her personal page the activist restated her conviction against bullfights on the island by writing “I want to say that I have even witnessed death threats. I am not scared and I am going to report to the authorities to be on standby. Expressing my opinion and presenting facts is a given right. I thank you all.”

Nós abaixo assinados, organizações abolicionistas da tauromaquia e cidadãos denunciamos e condenamos todo o tipo de violência.
We, the undersigned, anti-bullfighting organizations and common citizens denounce and condemn all kinds of violence.

Reforçamos, ainda, o alerta para os muitos casos onde a crueldade contra animais, nomeadamente as touradas “educam” para a insensibilidade para com o sofrimento alheio, formando pessoas tendencialmente desrespeitadoras, belicosas e violentas para com os seus semelhantes e para com os outros seres que partilham a Terra connosco.
We enhance the warning to the fact that animal cruelty, and bullfights in particular, benumb people towards the suffering, making people disrespectful, quarrelsome and violent towards their peers and other beings in gener

Pessoas coletivas (por ordem alfabética):
Organizations (alphabetical order):

Alcochete Anti-touradas
Algarve pela Abolição da Tauromaquia, Algarve
Almeirim Anti-Touradas Animal Defenders International (UK)Associação Amigos dos Animais da Ilha Graciosa
Campanha contra as touradas no Mundo
CAES - Coletivo Açoriano de Ecologia Social
CAPT - Campanha Abolicionista da tauromaquia em Portugal
Clube dos Amigos e Defensores do Património-Cultural e Natural
Lisboa Anti-tauromaquia
MATP- Movimento Abolicionista da Tauromaquia de PortugalAssociação Midas - Custóias
Movimento Internacional Anti-Touradas
Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia dos Açores
Norte Sem Touradas
PACMA - Partido Animalista Contra el Maltrato Animal (Espanha)Página Anti-Tourada
Platform La Tortura No Es Cultura (Espanha)
Ribatejanos Anti-Touradas
VilaFranquenses Anti-tauromaquia



Pessoas individuais (por ordem alfabética):
Individuals (alphabetical order):

Adelaide Isaura (Porto)
Alexandra Manes (Açores)
Alexandre Miguel Carneiro (Braga)
Ana Figueiredo (Coimbra)
Ana Margarida Henrique (Açores)
Ana Rita Brito (Coimbra)
Ana Sampaio (Samouco)
Ana Teresa Bahia Simões (Açores)
Andreia Simões Ribeiro (Açores)
Andreia Luís (Açores)
Ana Lúcia Santos (Coimbra)
Ana Sofia Dantas da Costa (Lisboa)
Antónia Wallenstein Teixeira (Açores)
António Eduardo de Sousa (Açores)
António José Paiva Correia (Porto)
Armando António Mestre Frade (Lagos)
Bebiana Gonçalves (Barreiro)
Carlos Ricardo (Oeiras)
Carolina Ferraz (Açores)
Carolina Rebelo Lino (Açores)
Cassilda Pascoal (Açores)
Celme Tavares (Aveiro)
Clara Rego Costa Cymbron (Açores)
Clara Queiróz (Açores)
Cláudia Campos (Viana do Castelo)
Cláudia Nogueira Vantacich  (Lisboa)
Cristina Bahia Simões (Lisboa)
Cristina Duarte (Porto)
Cristiano Toste (Açores)
Dalila Teixeira (Porto)
David Santos (Açores)
David Silva (Aveiro)
Deodato Magalhães de Andrade Melo (Lisboa)
Érica D’el Rei Perello (Açores)
Elsa Almeida (Lisboa)
Elsa Pinto (Porto)
Fábio Salgado (Nazaré)
Fernando André Rosa (Lisboa)
Francisca Mello Ávila (Açores)
Francisco Artur Vieira (Odivelas)
Francisco Parrot Morato (Oeiras)
Frederico Aleixo (Sintra)
Gonçalo de Portugal Tavares (Açores)
George Hayes (Açores)
Hugo Evangelista (Lisboa)
Hugo Ferreira (Porto)
Inês Santos (Lisboa)
Inês Ribeiro (Benfica)
Irene de Jesus Andrade (Açores)
Irene Margarida Magalhães de Andrade Melo (Cambridge, Inglaterra)
Isabel Ferreira (Ovar)
Joana Alvim
Joana Campos (Lisboa)
Joana Filipa Gomes (Mafra)
Joana Marques Silva (Coimbra)
João Nunes (Barreiro)
José de Andrade Melo (Açores)
José Ernesto Rodrigues (Açores)
José Manuel Ferreira (Algarve)
Jose Kersten (Algarve/Holanda)
Judite Fernandes (Açores)
Laura Diogo (Lisboa)
Lia Raquel Neves (Coimbra)
Lídia Fernandes (Açores)
Lúcia Ventura (Açores)
Luís Miguel Machado (Coimbra)
Luís de Vasconcelos Franco (Açores)
Luís Manuel Álvares Noronha Botelho (Açores)
Manuel Fontes Falcão
Maria do Carmo Gomes da Silva (Marinha Grande)
Maria Fonseca (Penacova)
Maria João Martins (Açores)
Luís Pimentel Estrela (Açores)
Maria José Milheiro (Açores)
Maria Soares de Sousa (Açores)
Maria de Fátima Bulhões Gago da Câmara (Açores)
Maria de Lurdes Carapelho (Vila Franca de Xira)
Maria do Carmo Barreto (Açores)
Maria Filipe (Lisboa)
Maria Fonseca (Penacova)
Maria Lurdes Freitas (Açores)
Mariana Ferreira (Leiria)
Mário Amorim (Vila Nova de Gaia)
Marta Santos (Coimbra)
Marius Donker (Algarve/Holanda)
Marlene Botelho (Açores)
Marlene Dâmaso (Açores)
Miguel Wallenstein Teixeira (Açores)
Nélia Melo (Açores)
Nelson Fraga (Açores)
Milton Cardoso (Açores)
Miguel Costa (Gondomar)
Miguel Fontes (Açores)
Miguel Martins (Lisboa)
Mónica Anjos (Coimbra)
Nuno Dâmaso Aguiar (Açores)
Patrícia Muge Biscaia Branquinho (Faro)
Patrícia Young (Açores)
Paula Costa (Açores)
Paula Machado (Açores)
Paula Sapage (Porto)
Paula Curi Garnett Melo (Açores)
Paulo Monteiro (Açores)
Paulo Wallenstein Teixeira (Açores)
Pedro Homero (Barreiro)
Pedro Santos (Viana do Castelo)
Katherine Bourliascos (França)
Ricardo Gouveia (Amadora)
Raquel Gamboa (Açores)
Rita Calvário (Barcelona)
Rita Magalhães Norberto (Açores)
Rita Bernardino (França)
Rodrigo Rivera (Açores)
Rogério Correia (Peniche)
Rosarinho Rangel (Sintra)
Rui Faustino (Portimão)
Rui Soares Alcântara (Açores)
Sandra Duarte Moço (Lisboa)
Telma Lima (Açores)
Sandra Botelho Costa (Açores)
Sara Marina Barbosa (Sintra)
Sara Gomes (Leiria)
Sara Pinheiro (Açores)
Sérgio Cerqueira (Sintra)
Sofia Cassiano de Medeiros (Açores)
Sofia Castelo (Shangai - China)
Sofia Lima (Açores)
Rui Manuel e Castro da Silva Barbosa (Braga)
Rui Soares Alcântara (Açores)
Teófilo Soares de Braga (Açores)
Uli Sharbinie (Indonésia)
Vânia Elias (Algarve)
Vasco Reis (Aljezur)
Vera Pires (Açores)
Victor da Cal (Carcavelos)
Vitor Guerra (Coimbra)
Vítor Miguel Pereira de Sousa Quental (Lisboa)