domingo, 29 de junho de 2014

SOS FURNAS



Furnas Valley is a picturesque valley known for its hotsprings, its spas, its tranquility and its natural environment, which is ideal for nature-based tourism.
Recently a bullfight took place in this valley, with the permission of the local authorities. Barbarous events such as bullfights, which go against animal rights, have never been traditional in S. Miguel island, where Furnas Valley is situated. Bullfighting bull breeders ,  by economic interests, are trying to introduce this so-called "tradition" in an island where this custom never existed.
Please help us stop this attempt against animal rights, by sending the following  e-mail to the Mayor of Povoação (to which Furnas Valley belongs), and to the local Furnas local authorities.
To/ para:
geral@cm-povoacao.pt
geral@jffurnas.com

CC:
terra.nostra@bensaude.pt
pnsmiguel.cmif@azores.gov.pt

CCO:
mcatacores@gmail.com

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Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal da Povoação
Exmo. Senhor Presidente da Junta de Freguesia das Furnas
Dear sirs
The Furnas Valley is one of the most important touristic sites in São Miguel and in the Azores, internationally known for its incomparable nature and for its rich heritage. Places like the Terra Nostra Park, the many hot springs and the Furnas Lake are known references in the context of nature-based tourism.
However, this idyllic image of the Furnas valley can easily be destroyed if events such as the bullfight which took place on the 13th of June in the Queimadas area are allowed. These events which go against animal rights and welfare are not traditional in this island, and will result in the general disapproval of foreign tourists and also of locals who come to Furnas searching for a natural paradise.
In my opinion these barbarian customs based on animal torture and imported from other islands are totally incompatible with the development of a tourism based on nature. And they are also incompatible with a modern municipality which has until now based its tourism strategy in the respect for nature, the environment and animals. If other events of this kind are allowed, many tourists, foreign and national, will begin to avoid visiting the Furnas Valley, with loss of income for hotels, local restaurants and commerce.

It is my intention, if this kind of event is allowed in this area again, I will avoid visiting Furnas Valley, I will avoid staying in its hotels and eating in its restaurants, I will not shop in the local commerce and will not use its spas, or go to Furnas events and exhibitions.
Best regards

(name, country)

sexta-feira, 13 de junho de 2014

APELO - Tourada nas Furnas



Urgente! Está anunciada para hoje a realização duma tourada à corda nas Furnas, São Miguel, onde nunca houve touradas.

Escreva para a Câmara Municipal da Povoação e a Junta de Freguesia das Furnas. Também para o Terra Nostra Garden Hotel e o Centro de Monitorização e Investigação das Furnas.

PARA:
geral@cm-povoacao.pt
geral@jffurnas.com

CC:
terra.nostra@bensaude.pt
pnsmiguel.cmif@azores.gov.pt

CCO:
mcatacores@gmail.com

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Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal da Povoação
Exmo. Senhor Presidente da Junta de Freguesia das Furnas


O Vale das Furnas é um dos ex-libris turísticos da ilha de São Miguel e dos Açores, tendo vindo a ser cada vez mais conhecido internacionalmente pelos seus incomparáveis valores naturais e pela riqueza do seu património, que felizmente têm sido objecto duma intensa promoção turística nos últimos anos. Assim, locais como o Parque Terra Nostra, as inúmeras nascentes termais ou a Lagoa das Furnas são conhecidas referências no contexto do turismo de natureza da região.

No entanto, esta imagem do Vale das Furnas como um paraíso idílico, como uma das mais belas localidades do arquipélago açoriano, pode ir facilmente por água abaixo se não forem travadas iniciativas que, pretendendo introduzir costumes e tradições alheias, acabarão por suscitar com certeza o repúdio generalizado dos turistas estrangeiros e também dos próprios micaelenses que até agora procuraram nas Furnas o seu pequeno paraíso natural.

Assim, foi com enorme surpresa que vi anunciada a realização duma tourada à corda na zona das Queimadas, a realizar neste dia 13 de Junho, às 20h, organizada pelo “Império da Santíssima Trindade”.

Considero que estes costumes bárbaros baseados no maltrato animal e importados agora de outras ilhas são totalmente incompatíveis com o desenvolvimento dum turismo de natureza. E são também totalmente incompatíveis com um município moderno que tem baseado até agora a sua estratégia turística no respeito pela natureza, pelo ambiente e pelos animais.

Se este espectáculo chegar a realizar-se não duvidem que os turistas estrangeiros e muitos turistas micaelenses começarão a evitar visitar o Vale das Furnas. De nada hão de servir então todas as melhoras ou investimentos realizados nos hotéis, nas termas, nos centros de interpretação ou no comércio local.

Também não duvidem que no sucessivo eu próprio evitarei visitar o Vale das Furnas, evitarei a sua até agora excelente oferta hoteleira e de restauração, evitarei consumir no comércio local, evitarei frequentar as suas termas, evitarei visitar magníficos eventos como a exposição de camélias e evitarei visitar os seus centros de interpretação.

Assim, venho apelar a V. Ex.ª para que seja retirada imediatamente a licença municipal e evitada a realização deste evento.

Com os melhores cumprimentos

(Nome, Localidade)

domingo, 6 de abril de 2014

280 MIL EUROS para touradas. Crise, qual crise?

Mais 280 mil euros, com os nossos impostos e apoio da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, para violentar animais nas Sanjoaninhas 2014, na Ilha Terceira



sábado, 8 de março de 2014

Protesta contra a violência nos Remédios da Bretanha


Está prevista a realização duma “vacada” na localidade dos Remédios da Bretanha, Ilha de São Miguel, integrada na festa a favor do Império da Trindade.

Apelamos que escreva à Câmara Municipal, à Junta da Freguesia e ao Bispo dos Açores para impedir que o referido “espetáculo” se realize, e que divulgue  por todos os seus contatos. Pode usar o texto abaixo ou personalizá-lo a seu gosto.

Bcc: mcatacores@gmail.com

Pode também introduzir o texto no portal da Câmara:

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Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada
Exmo. Senhor Presidente da Junta de Freguesia dos Remédios da Bretanha
Exmo. e Revmo. Senhor Dom António de Sousa Braga

Exmos. Senhores,

Está programada, para dia 8 de Março, a realização duma “vacada”, integrada no programa da festa a favor do Império da Trindade nos Remédios da Bretanha, em Ponta Delgada.

- Considerando que as touradas ou “vacadas” em nada contribuem para educar os cidadãos e cidadãs para o respeito aos animais, além de causarem sofrimento aos mesmos;

- Considerando que põem em risco, de forma absurda, a integridade física e até em algumas ocasiões a vida das pessoas;

- Considerando que não há tradição ou divertimento que justifiquem o sofrimento e maus tratos a um animal, não havendo nem sequer qualquer tipo de tradição para este tipo de espetáculos no Município de Ponta Delgada ou na ilha de São Miguel;

- Considerando que o Município de Ponta Delgada deveria ser visto como um município moderno e como um exemplo de respeito pela natureza, pelo ambiente e pelos animais, não ficando associada a sua imagem à prática deste tipo de eventos retrógrados;

- Considerando também que a Igreja Católica deveria ter uma posição clara relativamente às touradas, que foram condenadas e proibidas pelo Papa Pio V, que as considerava como espetáculos alheios de caridade cristã;

Vimos apelar a V. Ex.ª para que seja retirada a licença municipal à realização deste evento ou que a “vacada” seja retirada do programa da festa a favor do Império da Trindade.

Melhores cumprimentos
(nome e localidade)


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A propósito das recomendações da ONU

O Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA) congratula-se com o reconhecimento por parte do Comité dos Direitos das Crianças da ONU de que a tauromaquia é um espectáculo violento que coloca em risco a saúde física e mental das crianças que assistem ou participam nela.


Que a tauromaquia é um espectáculo violento é um facto de inegável evidência. Na arena o animal é progressivamente torturado, sofre o espetar de ferros de 6 cm, os seus músculos do pescoço são seccionados e perde uma abundante quantidade de sangue. Ao que ainda é preciso acrescentar toda a tortura a que o animal é submetido antes e depois do espectáculo, onde acaba por ser abatido.

São conhecidos vários estudos realizados por psicólogos de diferentes países que alertam para os riscos existentes para a saúde mental das crianças que são obrigadas a assistir à violência dos espectáculos tauromáquicos. Podemos citar, por exemplo, os estudos do Dr. Jean-Paul Richier, que recentemente enviou ao presidente do governo dos Açores e à Assembleia Regional uma carta alertando para esses perigos.

O MCATA considera também positiva a medida do governo da República de elevar para doze anos a idade mínima para assistir a espectáculos tauromáquicos, ainda que ache que esta medida é claramente insuficiente pelo facto de não proteger as crianças a partir dessa idade. No entender de diversos estudos, a assistência a qualquer espectáculo violento desta natureza nunca deveria ser permitida a menores de 16 anos.

O MCATA quer ainda alertar para a grave situação de desrespeito pelos direitos das crianças que se vive repetidamente na ilha Terceira. Ano após ano, durante as Sanjoaninas é organizada, na praça de touros, uma “tourada para crianças”, espectáculo sangrento onde os touros são submetidos à tortura das bandarilhas e onde participam crianças em contacto directo com os mesmos. Também é organizada na rua uma “espera de gado para crianças”, onde estas são expostas a um evidente perigo físico. Além do referido, é ainda possível verificar em todas as touradas organizadas na ilha Terceira a presença ilegal de crianças menores de seis anos entre os espectadores, chegando-se ao cúmulo de, em algumas touradas, ser oferecida a entrada gratuita aos menores de dez anos.

Todas estas situações têm sido repetidamente denunciadas pelo MCATA. Mas o governo regional e as autarquias, financiadores destes eventos, nunca tomaram as devidas medidas para proteger as crianças, naquilo que constitui um vergonhoso desrespeito pelos seus direitos.

O MCATA confia em que, para bem das crianças e do progresso civilizacional, a recente decisão da ONU venha a fazer reflectir as autoridades regionais e locais e se traduza na tomada de medidas que acabem com a vergonhosa situação existente nos Açores.


Comunicado do
Movimento Cívico Abolicionista da
Tauromaquia nos Açores (MCATA)
26/02/2014


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A ONU e as touradas


O Comité dos Direitos das Crianças da ONU aconselha Portugal a criar legislação que restrinja a participação de crianças em  touradas, quer como participantes quer como espetadores, mostrando preocupação com os efeitos na saúde física e mental dos menores.


"O Comité está preocupado com o bem-estar físico e mental das crianças envolvidas em treino para touradas, bem como com o bem-estar mental e emocional das crianças enquanto espetadores que são expostas à violência das touradas", refere um relatório hoje divulgado por aquele organismo das Nações Unidas.

Por isso, é recomendado que Portugal tome medidas legislativas para proteger todas as crianças envolvidas em touradas, "tendo em vista uma eventual proibição".

O Comité sugere que uma das medidas seja a imposição de uma idade mínima de 12 anos para treino ou frequência de escolas de tauromaquia e de seis anos para assistir a espetáculos com touros.

"O Comité também exorta o Estado para empreender medidas de sensibilização e conscientização sobre a violência física e mental associada às touradas e o seu impacto nas crianças", refere o relatório hoje apresentado.

Esta questão sobre a participação das crianças em touradas ou escolas de tauromaquia foi apenas um dos aspetos analisados pelo Comité da ONU sobre a situação portuguesa no que respeita aos direitos das crianças.

A próxima avaliação de Portugal será feita em outubro de 2017.


Lusa, 5 de Fevereiro de 2014